sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A INTERCESSÃO DO ESPÍRITO


A INTERCESSÃO DO ESPÍRITO
Estudo Baseado em Romanos 8:26-27
Cleverson Gilvan de Oliveira Moreira

“26 Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. 27 E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.” Rm. 8.26-27



INTRODUÇÃO

Uma das evidências da providência divina na consecução dos seus propósitos redentivos é a Intercessão do Espírito Santo.
Nela, nos deparamos com a doce presença de Deus em nós, provendo os meios necessários para que vivamos a presente vida encorajados pela esperança do porvir.
O presente estudo tem como propósito discutir os elementos que estão envolvidos na chamada “Intercessão do Espírito”. Nosso labor passará pela definição do agente desta intercessão, seguida de uma análise da sua necessidade, da sua natureza, da sua segurança e por último, da sua relação com outras doutrinas correlatas.
Comecemos, pois, pela consideração do Agente da Intercessão.


1. O AGENTE DA INTERCESSÃO

A sessão que fala sobre a intercessão do Espírito trata de três gemidos: o da criação, o do homem regenerado e o do Espírito Santo (Rm. 8.18-27). Contudo, devemos observar que os dois primeiros se relacionam diretamente com a aflição do “suplicante”. A criação corrompida e os crentes regenerados aspiram pela plenitude da salvação.
Diante disso, alguns estudiosos acreditam que o terceiro gemido não pode ser atribuído ao Espírito, uma vez que ele não está sujeito às mesmas fragilidades anotadas nos gemidos anteriores.
Contudo, Hendriksen observa que devemos considerar a expressão em função do contexto, onde necessidades estão sendo contempladas.
Além disso, o texto indica que o agente da intercessão é o Espírito.
Perceba que a construção da idéia favorece essa interpretação. Ele diz: A criação geme, nós gememos e o mesmo Espírito, semelhantemente, nos assiste intercedendo com gemidos inexprimíveis. É o Espírito que geme. Ademais, quando Deus ouve a súplica, ele considera a “mente” ou a “intenção” do Espírito, e não do homem.
Sendo assim, o agente da intercessão é o próprio Espírito Santo.
Por outro lado devemos considerar a necessidade desta intercessão.


2. A NECESSIDADE DA INTERCESSÃO

O contexto próximo da passagem faz referência ao sofrimento provocado pela corrupção do pecado.
Assim, Paulo, apresentando as expectativas da glória porvir, diz que no presente a criação geme e suporta angústias. Naturalmente, esse estado desordenado da criação se deu em função da sua sujeição à vaidade e a escravidão do pecado. Além disso, o apóstolo observa especialmente a própria aflição do eleito que geme ansiando pela experiência plena da salvação.
Não obstante inicialmente dois gemidos serem contemplados, percebemos pela argumentação contextual que a preocupação do apóstolo é apresentar a provisão divina para aqueles que estão em Cristo Jesus (Rm. 8.22-25). Estes, embora salvos, ainda se vêem afligidos pelo pecado e, portanto, impossibilitados de buscarem, por si mesmos, a satisfação das necessidades essenciais da vida espiritual. Daí a observação do apóstolo: “não sabemos orar como convém”.
Discutindo essa matéria, John Gill afirma não ser possível tecer detalhes sobre a natureza dessa fragilidade, contudo, uma vez que experimentamos a salvação somos envolvidos num processo de santificação. Esse processo, em cada um de nós e em graus diferenciados, nos confronta com determinadas limitações. Gill observa que alguns são mais fracos na fé, outros em experiência, outros em conhecimento. Alguns são mais vulneráveis a determinados tipos de tentação e outras corrupções internas. No entanto, o Espírito Santo acompanha e vitaliza as graças que ele mesmo comunicou.
Segue-se, portanto, que a fragilidade espiritual decorrente do nosso estado de imperfeição, necessita de uma influência do Espírito Santo sustentando e aperfeiçoando o crente na sua nova vida.


3. A NATUREZA DA INTERCESSÃO

Outro aspecto importante da intercessão do Espírito diz respeito à sua natureza. Afinal de contas, o que ela é?
Mattew Henry diz que não somos juízes competentes para avaliar a nossa própria condição. Podemos dizer que a corrupção do pecado, com todos os seus efeitos, desvia o coração humano das suas reais necessidades, o que também é observado por Calvino, quando diz: “Por outro lado, visto que tão grande perfeição se acha muito acima de nossas capacidades, torna-se necessário buscar remédio que socorra a essa deficiência.”(Institutas, V. III) – Veja Tg. 4.3. Ainda na linha de raciocínio do reformador francês esse socorro é a influência diretora do Espírito Santo que “nos dita o que é reto e modera os nossos sentimentos.”.
De certo modo, o raciocínio de Calvino nos leva a entender que o Espírito age no coração do homem fazendo-o anelar pelas mais elevadas bênçãos espirituais.
Contudo, ainda precisamos entender a seguinte questão: Por que essa ação do Espírito no coração do homem é chamada de “gemidos inexprimíveis”?
A palavra grega usada aqui é “alalhtoiv”, ou seja, “inexprimíveis”, que traz a idéia de algo que é profundo demais para palavras.
Charles Erdman, refletindo sobre esse aspecto, ensina que essa ação do Espírito, ou esses “gemidos inexprimíveis” não se processam à parte do nosso entendimento, mas nele e através dele. No entanto, as aspirações e os anseios sentidos no coração do homem regenerado são demasiado profundos para serem articulados.
Nosso coração e nossa alma almejam. Eles sabem o que precisam, mas não conseguem declará-lo. Assim, afirmamos que esta intercessão do Espírito é uma ação divina no coração do homem, fazendo com que as necessidades mais íntimas sejam levadas ao Pai em oração.




4. A SEGURANÇA DA INTERCESSÃO

A partir daí, nasce outra questão: Como podemos saber que esta súplica será atendida?
Certamente podemos entender que o propósito dela é fortalecer o homem regenerado na sua experiência da nova vida. E o plano de Deus para nós é que cresçamos em santidade (Fp. 2.21; 1 Ts. 4.3 e etc.). Ademais, devemos lembrar que o ensino das Escrituras sobre a oração é que nos apliquemos na busca da vontade do Senhor.
Por tudo isso, Paulo sabia que os gemidos do Espírito estavam em perfeita harmonia com os propósitos de Deus para a vida do homem regenerado. Deste modo, ele nos diz que a eficácia desta intercessão repousa sobre duas bases:

a) Deus conhece a mente do Espírito: Essa assertiva nos remete ao conceito de conhecimento necessário de Deus. Há perfeita harmonia no relacionamento inter-trinitário. Se as aspirações não podem ser verbalizadas por nós, elas podem ser entendidas pelo Pai que “sabe qual é a mente do Espírito”.

b) Deus deseja o cumprimento da Sua vontade: O contexto posterior (Rm. 8.28) revela que há um desígnio divino. Ele está dirigindo todas as coisas e, portanto, cumprindo a sua vontade. Seguramente, portanto, podemos descansar na eficácia dessa intercessão do Espírito, porque ela busca exatamente o que Deus nos quer dar.
Portanto, a intercessão do Espírito nos remete a uma esperança certa e segura. Assim, tendo considerado isto, analisemos seu último aspecto.


5. A RELAÇÃO COM OUTRAS DOUTRINAS

A intercessão do Espírito nos conduz a duas outras doutrinas importantes. A primeira é a Obra Intercessória de Cristo e, a segunda, a Perseverança do Santos.

a) Obra Intercessória de Cristo
Quanto à Obra Intercessória de Cristo a relação se faz necessária para o estabelecimento de algumas diferenças básicas.
Estas diferenças notam-se a seguir:
A obra intercessória de Cristo é parte do seu ministério sacerdotal, realizada em função de ser Ele Mediador de superior aliança (Hb. 8.6). Ela acontece no céu e fora de nós. Já o ministério do Espírito, que decorre da obra de Cristo, é realizado na terra e dentro de nós.

b) Perseverança do Santos
Já no aspecto da Perseverança dos Santos, a relação se faz necessária para considerarmos algumas implicações importantes.
Ao despertar anelos e aspirações no coração do homem regenerado, o Espírito Santo assegura que comunicações imprescindíveis da graça de Deus alcancem o crente. Essas graças comunicadas fortalecem e consolidam a experiência da salvação. Por isso essa relação entre a Intercessão do Espírito e a Perseverança dos Santos é destacada pelo apóstolo quando ele diz: Romanos 8:31 “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”.


CONCLUSÃO.

A Intercessão do Espírito é mais um elemento que corrobora com a idéia da soberania de Deus na eleição e na salvação dos seus eleitos. Tudo o que é necessário à expressão e à experiência da nova vida provém do Senhor.
Pela ação do seu Espírito somos contemplados com as mais sublimes provisões celestes. Pois por seu intermédio, Deus aplica em nós os benefícios da obra de Cristo Jesus, ainda que não possamos entendê-los na sua plenitude.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Igreja depois da Ressurreição


No último domingo pudemos estudar sobre a Igreja depois da ressurreição. Nossa proposta era considerar algumas das bases da igreja evangélica. Acreditando ser oportuna a reflexão em torno do assunto, resolvi postar o estudo aqui para aprecação dos meus leitores. Fique a vontade para fazer seus questionamentos.

A Igreja depois da Ressurreição

Texto: Atos 1:6-14

Introdução.

Se coubesse a você a responsabilidade de organizar uma Igreja como ela seria?

Neste estudo veremos como era a Igreja que estava nascendo depois da ressurreição e ascensão de Cristo.

Contexto.

Depois da ressurreição de Jesus a Escritura nos diz que ele ainda permaneceu 40 dias com os discípulos falando-lhes das coisas concernentes ao reino de Deus (At. 1:3). Este tempo que Jesus permaneceu com os discípulos foi extremamente importante como preparação para o início do ministério da Igreja Primitiva e principalmente do avanço missionário sob a coordenação dos apóstolos.

O livro de Atos é o livro que conta a história do crescimento do Evangelho desde Jerusalém até Roma. Nele vemos um destaque especial sobre o ministério de Pedro e , principalmente, sobre o ministério de Paulo. Já pudemos perceber que no livro encontramos um destaque especial ao ministério do Espírito Santo sobre a vida da Igreja. Por isso alguns estudiosos têm chamado este livro de Atos do Espírito Santo.

No começo do livro Jesus diz aos seus discípulos que não se ausentassem de Jerusalém até que a promessa de derramamento do Espírito fosse cumprida sobre suas vidas. Então, na seqüência da narrativa de Lucas podemos perceber uma breve descrição de como seria a Igreja que estava nascendo.

Podemos dizer que neste estudo veremos algumas das bases da Igreja primitiva. Assim sendo, nosso tema é: Bases para uma Igreja Evangélica. Usamos esta terminologia porquê acreditamos que a Igreja primitiva nasce da mensagem do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Desenvolvimento.

I) Uma Igreja com um comissionamento missionário. Vs. 8.

A primeira base de uma Igreja está registrada no verso 8.

Este verso é conhecido pela promessa de derramamento do Espírito Santo.

Os discípulos já haviam questionado ao Senhor sobre a restauração de Israel que ainda vivia sob o domínio do império romano. A isto o Senhor responde com uma referência à questão da segunda vinda, creio eu que com o intuito de preparar os discípulos para o grande trabalho que tinham pela frente, além disso sua preocupação era mostrar-lhes que o reino de Deus se manifestaria de um forma muito mais gloriosa do que a que eles esperavam (sem mencionar o fato de que Cristo reprova qualquer especulação quanto as datas da segunda vinda). Assim, Jesus diz: Ato 1:7 … Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade;”. Depois, no verso 8 ele diz (leia o verso). A expressão “descer sobre vós” poderia ter sido traduzida como “vir sobre vocês”. Ou seja, Jesus estava lhes dizendo que o Espírito Santo seria derramado sobre a Igreja de tal forma que eles seriam capacitados a testemunhar, ou seja, eles receberiam o vigor ou poder do Espírito Santo vindo sobre eles para pregar o Evangelho. Então aprendemos que a primeira base da Igreja primitiva é que ela é uma Igreja com um comissionamento missionário. Naturalmente, todos perceberam que este comissionamento é apresentado junto da idéia de capacitação pelo poder do Espírito Santo.

Creio que podemos entender que não se pode pensar em Igreja sem pensar na sua vocação missionária. No texto, esta vocação também é apresentada em termos de urgência (tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia, Samaria e até os confins da terra).

Este comissionamento missionário ainda permanece sobre nós. E cada um de nós como membros do corpo de Cristo deve buscar o cumprimento desta missão.

Como podemos hoje cumprir esta vocação? Qual o papel do crente dentro deste ministério?

II) Uma Igreja com uma esperança escatológica. Vs. 11.

A segunda base podemos encontrar no momento em que acontece a ascensão de Jesus. O texto diz que depois que Cristo disse estas palavras ele foi elevado às alturas. E, enquanto isto, os discípulos o olhavam fixamente. Deve ter sido um momento muito especial para os discípulos. Naturalmente não entraremos na discussão do significado doutrinário da ascensão de Jesus, pois nosso objetivo é destacar algumas das bases daquela Igreja que nascia. Enquanto olhavam para o Senhor, dois varões vestidos de branco lhes disseram: - vs. 11 “… Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir.”. Uma das primeiras perguntas que eu me fiz foi: Por que será que eles o olhavam tão fixamente? Sabemos que era um olhar atento, mas também podemos dizer que era um olhar de quem estranhava o que estava acontecendo. Mas o nosso ponto está nas palavras dos varões vestidos de branco. Eles disseram que Jesus voltaria. Aqui aprendemos que a Igreja primitiva era uma Igreja com uma esperança escatológica. E esta é a segunda base de uma Igreja.

Em teologia quando se fala em escatologia estamos falando da doutrina das últimas coisas. Sabemos, por exemplo, que o livro de Apocalipse, um dos textos escatológicos das Escrituras, tem um forte teor confortador para a Igreja. E entender isto é importante neste momento. Jesus já havia dito que os seus discípulos seriam perseguidos, alguns seriam presos e até mesmo mortos. Era necessário que a Igreja entrasse naquela missão com uma esperança. E a esperança era: Ele voltará!

Existem outras indicações nas Escrituras de que Jesus iria para junto do Pai e voltaria segunda vez. Veja Jo. 14:1-3 e 18.

Qual a importância desta esperança para nós hoje?

III) Uma Igreja com um espírito de comunhão. Vs. 12-14.

O último aspecto que queremos destacar como uma das bases da Igreja Primitiva, que também serve de base para nossas Igrejas hoje, está nos versos 12-14.

Depois que Jesus subiu eles voltaram para Jerusalém onde aguardariam o derramamento do Espírito Santo. Veja o plural dos verbos a partir do verso 13. Ali entraram, subiram e ali reuniam. Portanto, estavam todos juntos. No verso 14 ainda vemos Atos 1:14 Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.” A palavra “unânimes” significa que eles estavam com uma só mente e com um só propósito. Assim vemos que a Igreja primitiva era uma Igreja com um espírito de comunhão.

Este espírito de comunhão ficou ainda mais evidente na seqüência da narrativa de Atos. Veja At. 2:42-47.

O que podemos entender é que a comunhão sempre foi um preceito de Deus para a vida da sua Igreja. Quando lemos o Sl. 133 isto fica muito claro. Paulo fala muito sobre este tema quando escreve aos Filipenses. Veja Filipenses 1:27 “Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica;”. Isto não significa que não havia problemas na Igreja Primitiva, os apóstolos lutaram muito naquela Igreja para resolver os problemas doutrinários, para disciplinar os que erravam, mas a despeito de todos estes problemas havia comunhão e união.

No entanto, é importante ressaltar que esta comunhão passava pelo reconhecimento do senhorio de Cristo e pelo temor do Senhor. Isto fazia daquela Igreja uma igreja viva.

Podemos dizer que uma Igreja que vive esta unidade é uma Igreja abençoada por Deus.

Conclusão.

Nós também precisamos buscar nas Escrituras bases sólidas como estas que podem ser encontradas na Igreja primitiva e assim prosseguirmos no ministério que o Senhor tem nos dado como sua Igreja.


sábado, 15 de novembro de 2008

CONGREGAÇÃO FILADÉLFIA - CADEINHA - O começo de um sonho!


Já faz muito tempo que os irmãos da Congregação Presbiteriana Filadélfia (nossa "cadeinha" - uma referência à antiga cadeia de Patrocínio) almejam ter o seu lugar de culto.
Sendo assim, sob a orientação do Senhor, o conselho da Igreja Presbiteriana de Patrocínio iniciou, na última semana, a construção do novo templo. É um projeto ousado, mas que certamente será assistido pela providência do Senhor.
Nosso irmão Evang. Paulo, com toda empolgação, vem liderando a construção, e com a participação dos irmãos cremos que tudo caminhará bem.
Hoje (15/11/08) também começamos as celebrações do aniversário da nossa congregação. Tivemos um abençoado culto ao ar livre, que foi muito bem concorrido e durante todo o domingo continuaremos agradecendo a Deus pelo trabalho que vem sendo realizado.
Este é um sonho que o Senhor nos permite ver se realizando!
Se você deseja mais informações sobre o projeto da nossa construção, pode solicitar pelo formulário do blog.

No amor daquele que reina sobre a Igreja,

Pr. Cleverson

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

TEMPO: PRIORIDADE E DETERMINAÇÃO


Tempo: Prioridade e Determinação



A correria da vida moderna tem feito com que as pessoas se tornem escravas do tempo. As horas do dia são britanicamente contadas e o tempo disponível para novas atividades parece cada vez mais raro. Mas, será que tenho administrado o meu tempo com sabedoria?
Esta pergunta nos faz lembrar que a questão do tempo está ligada a dois fatores fundamentais: Prioridade e Determinação. Sempre que nossos compromissos são marcados estes dois fatores são determinantes na realização das nossas tarefas.
No que concerne à prioridade, devemos lembrar que as nossas aspirações são um elemento fundamental na escolha daquelas coisas nas quais nos envolveremos. Já no aspecto da determinação nos vemos mais envolvidos com o grau de importância que conferimos aos processos que nos levarão aos propósitos elencados em nossas prioridades. O que queremos ser e o que pretendemos alcançar determinarão o grau de motivação e o empenho que aplicaremos àquela tarefa.
Assim, devemos lembrar que tudo isso faz uma enorme diferença quando consideramos nossos objetivos à luz do serviço que devemos prestar ao Senhor.
As Escrituras, por exemplo, nos ensinam que devemos viver para o Senhor. Nossos dias e nossos propósitos devem considerar sempre, e em primeiro plano, a glória do Senhor. O apóstolo Paulo chega a declarar que para ele “viver é Cristo” e dentro desta perspectiva ele ainda nos ajuda a entender que é “preciso remir o tempo”. Aqueles que vivem para agradar ao Senhor precisam considerar a urgência da obra e a necessidade de se entregarem com afinco ao serviço do Senhor.
Portanto, as justificativas aparentemente razoáveis que nos privam de um envolvimento maior com o reino de Deus, devem ser consideradas em sua essência. Será que o que me impede de um envolvimento maior com o Senhor é algo realmente essencial e tão mais importante que a promoção da sua glória? Seria razoável deixar de me aplicar na obra do Senhor para buscar exclusivamente coisas que me realizem como pessoa?
Veja bem, a realização pessoal e o envolvimento com a obra do Senhor não são coisas excludentes, mas podem ser, quando eu não considero o Senhor como meu maior tesouro.
Deste modo, se você deseja realmente usar o seu tempo de maneira abençoada, priorize as coisas do Senhor e seja determinado no cumprimento dos seus propósitos. Não permita que os afazeres do cotidiano tirem de você a oportunidade de fazer o que realmente importa, ou seja, servir ao Senhor. Pense nisto!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

ENCONTROS E DESENCONTROS




ENCONTROS E DESENCONTROS

Os anos passam e, aqui e ali, nos encontramos e nos desencontramos. Descobrimos respostas e formulamos novas perguntas e a cada descoberta nos envolvemos em uma nova procura. Talvez alguém diga que essa é a dinâmica da vida, no entanto, tenho crido que algumas coisas precisam ser mais claramente resolvidas.
Por isso, creio que ao lidarmos com questões relativas à eternidade uma resposta objetiva precisa ser dada. Afinal de contas, o que vai acontecer comigo depois da morte? Deixando as conjecturas de lado e os sofismas antropocêntricos, voltemos às Escrituras.
Na Bíblia aprendemos que depois da morte somos lançados diante do juízo de Deus e esta é uma verdade inescapável, pois está escrito: Hebreus 9:27 “… aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,”. Diante desta assertiva a questão é: Em que condição compareceremos diante deste tribunal? Vale ainda ressaltar que nossa própria consciência sabe que há uma dívida moral, embora ela não possa identificar, por si mesma, todas as relações envolvidas nesta questão espiritual. Sendo assim, a questão mais vital da nossa existência passa a ser a nossa preparação para este dia.
Podemos dizer que essa preparação começa com o principal encontro das nossas vidas. Naturalmente, todos aqueles que comparecem diante de um tribunal precisam de um advogado e, falando sobre Jesus, às Escrituras nos dizem: João 3:18 “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.”. É o Senhor Jesus que se apresenta como a solução, dizendo que escaparemos da condenação quando crermos nele. Todos compareceremos perante o tribunal, e todos somos culpados, mas quando cremos em Cristo nossa pena é transferida para ele de tal forma que nos tornamos livres pois Romanos 8:1 diz: “… nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.”.
Deve-se notar ainda que Jesus nos tem convidado para descansarmos no que ele faz para que sejamos livres das aflições e dos desencontros desta vida, pois ele diz: Mateus 11:28 “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”. E, se mesmo depois de se achegar você se sentir culpado, as Escrituras também nos confortam, dizendo: 1 João 2:1 “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo.”.
Pode até ser que para alguns a vida seja feita de encontros e desencontros, mas para quem conhece a Jesus a vida é feita de respostas claras, que nos ajudam a encontrar o caminho da eternidade.

sábado, 1 de novembro de 2008

Exemplo de Vida



Esse vídeo nos faz pensar na nossa omissão. Quantas vezes acreditamos que nossas justificativas são plausíveis. Acreditamos que os empecilhos são maiores que o poder de Deus nos usando. Veja o vídeo e pense no que Deus pode fazer através da sua vida. Eu tenho pensando no que Ele pode fazer através da minha.