domingo, 14 de março de 2010




PRECISAMOS DE DEUS?
Isaías 5:12 Liras e harpas, tamboris e flautas e vinho há nos seus banquetes;
porém não consideram os feitos do SENHOR, nem olham para as obras das suas mãos.

Rev. Cleverson Gilvan

Parece estranho começar um artigo num informativo evangélico com uma pergunta como esta. Contudo, há uma razão muito séria para que esta reflexão se dê neste espaço.
Nos últimos anos temos presenciado um avanço extraordinário do homem em várias frentes. Na área tecnológica todos os dias somos surpreendidos por novidades extraordinárias como a tv digital, a transmissão em 3D e a já anunciada morte do DVD, sendo substituído pelo Blue-ray. Potentes computadores são comercializados a preços módicos e o uso da internet já se tornou um veículo de comunicação muito popular. Em outras áreas da ciência, como a medicina, também vemos importantes avanços que tendem a se aperfeiçoar ainda mais agora que o DNA teve sua sequência decifrada. Muitas cirurgias são feitas sem que nenhum corte seja dado no paciente e há em quem diga que, em muito pouco tempo, seremos capazes de antever doenças com exames rotineiros. Nossos veículos automotores são cada vez mais impressionantes. Muitos vêm equipados com sistema de navegação por satélite (GPS) e já existem modelos sendo comercializados que são capazes de estacionar sozinhos. E não bastasse tudo isso, o futuro é muito promissor. Quanto avanço! Quanta conhecimento! Quantas maravilhas!
Tudo isso tem feito o homem da pós-modernidade perguntar: Será que realmente precisamos de Deus?
Confesso que uma das maiores preocupações que ocupam o meu coração é a maneira como os crentes tem interagido com este tempo. Estamos tão envolvidos nessa onda de avanços que muitas vezes depositamos nestes recursos a confiança que devemos ter só em Deus.
É preocupante perceber a maneira irresponsável com que muitos vem cuidando da sua vida espiritual. Não se pode mais falar em frequência à reunião de oração pois a participação de muitos já se tornou acidental. A busca pelo conhecimento da vontade revelada pelo Senhor, nas Escrituras Sagradas, o que era a tarefa mais excelente da Escola Dominical, está em franco declínio. E estas realidades associadas a uma outra série de desleixos espirituais me fazem entender que muitos “crentes” também, começam a questionar no seu coração, se realmente precisam de Deus. Ainda que não sejam corajosos o bastante para verbalizar esse questionamento, vivem exatamente como o espírito de nossa época.
É hora de resgatarmos o anelo, o desejo profundo, a sede e a dependência absoluta que temos do Senhor. É hora de recuperarmos o tempo de oração, de meditação e de profunda espiritualidade que marcaram a igreja em períodos de trevas como estes em que vivemos.
E devemos faze-lo antes que muitos sejam sufocados e terrivelmente feridos pelo nosso tempo, mas principalmente pela mão de juízo do Senhor que conhece os intentos do coração do homem. Afinal de contas não há algo que precisemos mais do que do Senhor dirigindo nossas vidas.
Pense nisto hoje e busque graça diante do Deus!