sexta-feira, 30 de setembro de 2011

VIVENDO PELA FÉ


É impressionante como a comunicação é dinâmica e, por isso, as palavras estão sempre mudando de “significado”. Deste modo, a ideia que elas comunicaram originalmente pode ser totalmente diferente e até mesmo conflitante com a que elas apresentam agora. E é exatamente isso o que parece ter acontecido com a expressão “vivendo pela fé”.
Hoje, viver pela fé é mover o sobrenatural e andar por sobre as águas. Aliás, para muitos, viver pela fé é fazer o impossível acontecer e deste modo a expressão tornou-se um espécie de amuleto ou força secreta para aqueles que vivem suas vidas como se fosse uma aventura hollywoodiana do tipo – Missão Impossível!
O problema é que nem tudo acaba como nos filmes!
Na semana passada, por exemplo, um garoto de dez anos, chamado Davi, filhos de pais evangélicos, atirou na professora e em seguida se matou. Passado o susto e a perplexidade que o acontecido trouxe sobre nós, uma pergunta inevitável e inquietante nos assombrou: Como isto foi possível? Ele tinha uma família bem estruturada, com princípios cristãos. Por que Deus “permitiu” isso? Por que Ele não fez nada para impedir o garoto, já que a família era evangélica e temente a Deus? Acredito que esses questionamentos nos dão a oportunidade de repensar o que significa viver pela fé.
Então, ainda que não possamos esgotar o assunto aqui, alguns princípios bíblicos basilares e absolutos devem ser reafirmados:
1. Deus é bom – O Salmo 52.1b diz: “… Pois a bondade de Deus dura para sempre.”. Esta não é uma afirmação que deva ser tomada à luz de nossas circunstâncias. É uma verdade que precisa ser recebida por fé, mesmo porque, como veremos a seguir …
2. Deus tem um plano – Vemos muito pouco do plano maior de Deus, por isso perguntamos: Como pode ser isto? Como Deus é glorificado nestas tragédias? Mas as Escrituras ensinam que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm. 8.28). Nós vemos muito pouco, mas Deus vê tudo e controla tudo, por isso cremos que …
3. Deus é consolador – Ninguém nos visita tanto em nossas lutas quanto ele. Por isso Paulo declara: 2ª Co. 1:3-5 3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! 4 É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. 5 Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo.
Assim, viver pela fé é crer em Deus e não entender Deus. Basta-nos saber que a glória dEle é promovida em tudo, ainda que não entendamos como isto seja possível diante das mais horríveis tragédias. Por isso o viver pela fé traz descanso para a alma não pelo fato de poder responder as indagações ou superar as limitações, mas por saber que aquilo que fugiu do nosso controle e do nosso entendimento continua sendo poderosamente administrado por Deus. E você precisa só crer, mesmo sem entender!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ARREPENDIMENTO

Dwight Lyman Moody





Eu não me dirijo somente ao não convertido, porque sou daqueles que crêem que a igreja precisa se arrepender muito antes que muita coisa de valor possa ser feita no mundo. Acredito firmemente que o baixo padrão de vida cristã está mantendo muita gente no mundo e nos seus pecados. Se o incrédulo vê que o povo cristão não se arrepende, não se pode esperar que ele se arrependa e se converta de seu pecado. Eu tenho me arrependido dez mil vezes mais depois que conheci a Cristo, do que em qualquer época anterior, e penso que a maioria dos cristãos precisa se arrepender de alguma coisa.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

PAI - Para o Dia dos Pais




Para o meu PAI - o Sô Iraci
Rev. Cleverson Gilvan

Pai,
Nas poucas palavras, no olhar penetrante
Nas mãos que apontam a beleza da cruz
No sorriso que envolve um brilho constante.
Caminhas seguro, com fé em Jesus!

Nas lides diárias, suplícios da vida
Na prece escondida, joelhos ao chão
Animas e desperta a alma sofrida
Derramas completo, o teu coração.

No claro caminho da tua jornada
Conduzes minha vida com tal emoção,
Olhando teu passo, viril caminhada,
Semeio a esperança, seguro tua mão

No bendito louvor cantado no peito
Mensagem inaudita dos sonhos meus
Procuro sincero, profundo respeito
Entregar tua vida nas mãos do meu Deus!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

John Stott e Amy Winehouse.



Nestes dias morreram John Stott e Amy Winehouse.

Stott morreu aos 90 anos.

Amy morreu aos 27 anos.

Stott morreu de complicações decorrentes da idade.

Amy morreu de “causas desconhecidas”, mas, ao que tudo indica ocasionada por uma overdose.

Stott morreu em casa ouvindo “O Messias” de Handel e cercado por amigos que se revezavam na leitura de textos bíblicos.

Amy morreu em casa. Sozinha.

Stott escreveu dezenas de livros de conteúdo cristão que se tornaram luzeiros para a fé de milhões de cristãos em todo o mundo. Obras como “Crêr é também pensar”, “A cruz de Cristo”, "Ouça o Espírito, ouça o Mundo" e diversas outras obras. Ao lado de Billy Graham fundou o Movimento Internacional de Evangelização Mundial Lausanne. Dedicou sua vida ao treinamento e ao ensino de milhões de líderes nas regiões mais carentes de treinamento teológico do mundo, dentre elas, a América-Latina.

Amy se tornou conhecida por sua melodiosa voz que cantava letras que evocavam tristeza, desespero e solidão. Ela enterrou o seu próprio coração em uma das suas canções.

Stott sempre será lembrado por sua simplicidade, humildade e dedicação em defesa da causa do Evangelho.

Amy sempre será lembrada por suas performances de embriaguez e seus usos de drogas. Por sua aparência cada vez mais frágil diante da luta perdida contra o vício.

Em todo o mundo, apenas os cristãos protestantes lamentaram a morte de Stott. Não foi noticiado por nenhuma grande rede de TV. Nenhum jornal ou revista da chamada “mídia secular” escreveu nem mesmo uma nota sobre a sua morte. Mas, sua vida está escrita na memória e no coração de milhões.

Em todo o mundo, a morte de Amy foi noticiada exaustivamente. TV, rádio, jornais e revistas dedicaram páginas e páginas, horas e horas de cobertura a morte “prematura” daquela jovem "tão promissora" que seguia o exemplo de tantos outros antes dela.

John Stott foi pranteado com esperança por aqueles que eram seus amigos e compartilhavam sua fé em que a morte é apenas o início de uma abundante e plena vida ao lado de Cristo na eternidade.

Amy foi pranteada por milhões de fãs e amigos, conhecidos e desconhecidos, e principalmente, por seu pai e sua mãe, que não cansavam de repetir: “Nos últimos dias, ela estava bem”. Seu pranto era pela perda. E apenas isso. Talvez muitos deles pensem que a morte “é o fim”. Amy agora sabe que não é.

Stott morreu numa casa simples, num acampamento pra idosos, propriedade da Igreja Anglicana.

Amy morreu numa bela mansão em um bairro nobre de Londres.

Stott não deve ter deixado muito de herança material. Mas, sua herança espiritual é inestimável.

Amy deixou milhões de dólares, cuja parte o pai reverterá para ajudar no tratamento de pessoas vítimas do álcool e das drogas. Talvez seja uma forma “de dar sentido a tudo isso”.

Stott sempre estava sorrindo.

Amy parecia não ter motivos para ser feliz.

Parece que para o mundo, a morte de Stott não fez nenhuma diferença.

Mas, é notório que para o mundo, a morte de Amy foi uma perda inestimável.

Stott morreu crendo na suficiência única e exclusiva do sacrifício de Cristo para ofertar graciosamente ao homem a salvação.

Amy...não sei no que ela cria. Mas, por sua vida, pode-se afirmar que não havia experimentado uma nova vida em Cristo. Nele há esperança. Nele há alegria. Nele há sentido para quem somos e o que fazemos com nossa existência.

Stott morreu e foi para o céu.

“Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Vasos de Honra

Aí está um blog altamente recomendável. Eu admiro profundamente a vida deste homem. Vale dar uma conferida!

Pr. Cleverson

Vasos de Honra

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Verdade e Vida e o PL 122

Esse é o programa de amanhã, dia 21/05/2011. Assista e convide seus amigos.

A Nova Sociedade Brasileira






De repente nosso país começou a vivenciar uma perigosa reformulação do seu conceito de família. Várias leis tramitam no Congresso Nacional discutindo questões importantíssimas e revolucionárias. As mais conhecidas são a “Lei da palmada” e o famoso PL 122, que discute sobre chamada questão da homofobia. Mas na verdade, o que está por detrás desses projetos de lei?
Há algum tempo tive a oportunidade de fazer um curso sobre cosmovisão e nele conhecemos algo sobre o mecanismo que move o pensamento de uma sociedade. A dinâmica dos conceitos, dos valores e dos princípios de um povo sempre se move numa perspectiva Teo-referente. Essa Teo-referência pode ser positiva ou negativa, ou seja, na elaboração dos seus princípios e valores ou a sociedade procurará adequar a sua vida a Deus ou se distanciará cada vez mais dEle.
Deste modo, os projetos de lei, que em última análise são uma forma de ingerência do governo nessa célula mais básica da sociedade – a família, nada mais são do que o reflexo de uma ação maior que tenta redesenhar nossa cosmovisão sobre a família. Pode ser, portanto, que estejamos vivendo um período de transição, diabolicamente arquitetado, para destruir conceitos elaborados sob uma base Teo-referente positiva.
Diante disso nossos olhos precisam urgentemente se voltar para os projetos de lei que estão tramitando, sem, contudo perder de vista o foco da verdadeira batalha – a mudança da visão de mundo da nossa sociedade. Se nos concentrarmos apenas nos projetos eles continuarão sofrendo “adequações” e, mais cedo ou mais tarde, voltarão ao legislativo, até que enfim, sejam aprovados.
Não obstante as dificuldades em nos articularmos para combater um inimigo tão complexo, creio que algumas coisas podem ser feitas.
a) É hora de resgatarmos aquelas práticas saudáveis, há muito abandonadas, de edificação espiritual do lar. Essas práticas passam pelo culto doméstico. Deste modo preservaremos os nossos filhos de serem educados por essa nova sociedade brasileira;
b) É hora de ocuparmos a mídia, em todos os seus níveis, não apenas para denunciar esse plano, mas para discutir com a sociedade o nosso modelo familiar, sob uma perspectiva Teo-referente positiva;
c) É hora também de reestruturar nossa consciência política para que homens crentes, comissionados por Deus, sejam a voz cristã na mente política brasileira contrapondo-se ao pecado dessa rebelião de maneira inteligente;
d) É hora de fortalecermos nossas instituições de ensino, desde o conhecimento mais fundamental até o universitário, dando-lhes a oportunidade de refletirem sobre os fundamentos de uma sociedade organizada em torno de valores cristãos.
E por fim, é hora de dobrarmos nossos joelhos em oração para que cheios da graça de Deus, nos portemos como valentes nessa batalha.

domingo, 15 de maio de 2011

EMPUNHANDO AS ARMAS DA VITÓRIA SOBRE O MAL - Sermão de Domingo 15/05/11


1ª João 2.12-14


Introdução.
Hoje a UMP nacional está comemorando 75 anos e apesar de ser uma “senhora” de respeito ainda demonstra a vivacidade de quem tem o vigor da vida exalando por todo o corpo.
A própria Escritura reconhece a singularidade desta fase da vida e aconselha os jovens a se alegrarem nos dias da sua mocidade, sabendo que haverá um tempo em que prestarão contas a Deus. E aqui, aproveitando o ímpeto e coragem próprias da juventude, o apóstolo João os chama para se posicionarem na batalha, como bons soldados de Cristo Jesus. Os jovens são são chamados a vencer todo o mal. Deste modo queremos meditar sobre a maneira como temos usado as armas que Deus nos dá pra vencermos o mal.

Contexto.
O tema principal da 1ª epístola de João é o amor. Aqui João fala do amor de Deus para conosco, do amor que devemos ter para com ele e do amor que devemos ter com o próximo. Ele usa o amor como uma espécie de teste para verificar a vivacidade do nosso cristianismo. Aliás, aqueles eram tempos onde heresias cristológicas (tentativas de se deturpar o puro ensino sobre a pessoa e a obra de Cristo) estavam adentrando na igreja.
Em tempos de heresias perniciosas a Igreja foi chamada ao combate. E como nosso tempo não é diferente do de João, hoje cada um é convocado a empunhar suas armas e seguir para o fronte da batalha. O mundo quer relativizar a verdade de Deus, adocicar o pecado e acelerar a marcha infernal dos dominadores deste mundo tenebroso (Ef. 6.12) contra os soldados de Cristo.
Assim, nesse dia, em que comemorarmos o Dia do Jovem Presbiteriano, verdadeiro soldado de Cristo, reflitamos sobre as armas da nossa milícia. E que cada um de nós, membros desta igreja militante consideremos como essas armas podem nos ajudar na luta contra o mal.

Desenvolvimento.

I) A certeza do perdão dos pecados. Vs. 12
No verso 12, João diz que escrevia, àqueles a quem ele chamava de filhinhos porque o seus pecados foram perdoados por causa do nome de Jesus. João sabia da importância da comunhão com Deus e da certeza que devemos ter de que em Jesus fomos reconciliados com o Pai.
Ao seu dirigir aos filhinhos João sabia que por conta do pecado original e dos pecados pessoais cometidos por seus filhinhos, muitos poderiam viver atormentados por suas próprias consciências ou pelo ministério acusador de nosso inimigo. Alguns, sinceramente querendo servir a Deus seriam sempre confrontados com os seus próprios pecados insistindo na tese da indignidade, ou seja, quem são vocês para permanecer na presença de Deus? Quem são vocês para buscar o seu favor? Vocês são todos corruptos e, portanto, indignos da presença do Altíssimo.
Contudo, João os lembra que a graça de Deus assiste a todo aquele que confessa os seus pecados e descansa na eficiente obra de Cristo realizada na cruz do calvário. No verso 9 do cap. 1, ele disse que Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça.
Creio que todo soldado de Cristo, para resistir aos dardos inflamados do maligno, precisa estar ciente de que a sua vida foi lavada no sangue do Cordeiro e que verdadeiramente não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus. Se você se sente acusado pelo pecado, se a sua consciência tem lhe criado um empecilho a uma comunhão plena com Deus, confesse seus pecados e entre na posse da alegria destinada aos que foram perdoados. Viver sem o medo da acusação do inimigo é fundamental para alcançarmos vitória nas nossas batalhas.
Assim posso dizer que muitos crentes tem sido derrotados pelo inimigo porque não vivem a vida justificada do redimido, então não tem paz. Se você vive no pecado pode ser a qualquer tempo chantageado pelo inimigo e também disciplinado pela justa mão do Senhor. Mas se os seus pecados tem sido confessados, a certeza do perdão se apossará do seu coração e da sua consciência, fazendo de você um guerreiro valente e um grande soldado de Cristo. Nossa primeira arma é a certeza de quem Cristo nossos pecados são perdoados.

II) O conhecimento da pessoa de Cristo. Vs. 13 – Lembre-se que em Cristo somos mais que vencedores – é por isso que os jovens podem vencer
Mas o texto prossegue, no verso 13 dizendo que os pais conhecem aquele que existe desde o princípio e depois que os jovens então, tem vencido o maligno.
Aqui somos colocados diante de uma questão importantíssima – a do conhecimento de Deus. Conhecer a Deus não somente é uma obrigação espiritual, mas uma condição imprescindível para vencermos o mal. É uma obrigação porque Deus nos ordena - Oséias 6:3 Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” e é imprescindível porque sem o conhecimento de Cristo não podemos ver o Pai.
No verso 12 João diz que os jovens são fortes e vencem o maligno. Posso dizer que a razão dessa vitória é o conhecimento que eles tem da pessoa de Cristo.
Importante observar que desde João e depois nos primeiros séculos da era cristã muitas heresias em torno da pessoa de Cristo surgiram. Basicamente podemos dizer duas questões controvertidas estiveram no centro dos debates. A primeira era o ebionismo, um movimento que negava a plena divindade de Jesus e a segunda era o docetismo que negava a plena humanidade dele. A Igreja, nessas controvérsias se manteve firme ensinando que Jesus era verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Contudo, nesse contexto João falava do surgimento do AntiCristo, alguém que de alguma forma proferia mentiras sobre a pessoa de Cristo. Isso nos leva a entender que a vitória sobre o maligno, na mente de João, tem a ver com o conhecimento verdadeiro da pessoa de Cristo. Nele estão as fontes da nossa vitória sobre o mal.
Irmãos, não podemos conceber crentes fortes e hoje, particularmente, jovens fortes sem que eles conheçam efetivamente quem foi Jesus e o que ele fez por nós – por isso Jesus disse: João 17:3 E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
E mais, se em Cristo é que somos mais que vencedores, você só poderá resistir as investidas do maligno, se realmente a sua vida estiver escondida nele. Veja Cl. 3.1-5 (1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; 3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. 5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;)

III) O poder da Palavra de Deus – A palavra é a espada e a fé o escudo. Veja Ef. 6. Por desconhecer a Palavra muitos jovens tem perdido suas batalhas para o pecado.
Há ainda um último aspecto que precisa ser tratado. João diz que os jovens são fortes pois a Palavra de Deus permanece neles.
É muito possível que a palavra de Deus seja uma referência à Cristo – o Verbo encarnado – como usado por João no cap. 1 do seu evangelho. Contudo, não vejo problemas em estender a aplicação deste verso a todo conteúdo da revelação divina, que em última análise fala, em essência, de Jesus. Então, João estaria nos dizendo: Jovens, a força de vocês provém da Palavra, que é arma de batalha e companheira inseparável da fé.
Quando Paulo fala da armadura de Deus, com a qual devemos nos revestir, ele diz que a Palavra é a espada do Espírito e o nossa fé o nosso escudo. Ele diz que com estas armas podemos apagar os dardos inflamados do maligno.
Na própria escritura aprendemos que a Palavra é o poder de Deus. Ela é o poder da velha criação e da nova criação e na medida em que nos apossamos dela, somos fortalecidos em fé, e cada vez mais convictos da veracidade e do poder de Deus.
Assim, cremos que a Palavra é um arma indispensável para vencermos o mal. A esta altura da nossa mensagem, alguém deve perguntar, mas especificamente que mal é este que devemos enfrentar. Como jovens soldados de Cristo Jesus precisamos saber: Qual a luta que temos para enfrentar?
A Escritura nos diz que a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra os principados e contra os dominadores deste mundo tenebroso. O fato de reconhecermos o domínio soberano de Deus sobre todas as coisas não deve nos levar a negligenciar a realidade desta batalha. Contudo, não devemos também crer que essa batalha se dá apenas fora do nosso ambiente religioso, até porque o maior inimigo, contra o qual muitos jovens tem de lutar, não é a possessão demoníaca que aflige a outros, mas a própria indiferença e frieza espiritual que lhes persegue.
Essa frieza espiritual tem levado jovens ao pecado do sexo antes e fora do casamento e a rebeldia contra Deus. Essa frieza espiritual tem aberto caminho para as drogas e o número de usuários “evangélicos” tem crescido consideravelmente. Essa frieza espiritual tem levados jovens a negligenciar o seu dever diário de vigiar para não cair em tentação e, portanto, o desconhecimento da Palavra, a espada do Espírito, tem deixado jovens vulneráveis aos ataques do maligno. Hoje o nosso coração se entristece quando ouvimos a notícia de alguns que aparentemente corriam bem, mas agora longe do Senhor vivendo estão.
Mas por que essa frieza espiritual?
Por que os jovens fortes não tem canalizado a sua energia para Deus.
Contudo, se há muitos frios, nós cremos que é possível também Deus levantar uma geração de jovens que ame a Palavra e que não a veja como retrógrada e repressora, mas como poderosa e libertadora.
Por isso eu quero desafiar os jovens aqui, nesta noite, a amar o Senhor de todo o seu coração, com toda a sua alma e com todas as suas forças. Se há pecado não confessado, caia hoje de joelhos diante do Senhor, se há falta de sede, ou desejo pela sua Palavra que em oração você suplique a Deus para lhe dar essa vontade. Faça isso hoje, mas não saia daqui derrotado pelo inimigo ou sugestionado por Satanás, pelo contrário, descansando no poder libertador de Deus, saia daqui com uma vida transformada. A Escritura diz: 1 Pedro 5:6 “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte,”

Conclusão.
Que nesse dia, quando comemoramos o aniversário da UMP, Deus nos dê a graça de vermos jovens renovados no poder do seu Espírito, comprometidos com a sua Palavra. Jovens capazes de assumir para si a declaração de João de que são fortes e tem vencido o maligno.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

PARA UMA MÃE ESPECIAL



Mãe é sinônimo de carinho, atenção, renúncia, delicadeza e especialmente de amor. É como se estivéssemos diante de uma fortaleza construída só com o coração. Onde cada sorriso, cada palavra, cada olhar e cada silêncio é revestido de uma intensidade imensurável e arrebatadora. Tudo que ela vive e sente é carregado de paixão e a cada parte da sua família ela se entrega plenamente.

A sua vida é um misto de força, fragilidade, coragem e medo. E sempre, no meio de sentimentos tão paradoxais, reflete a doçura que anima e encoraja cada um a prosseguir a sua jornada, na certeza de que no fim daquela velha estrada (a vida), tudo terá valido à pena. Como ela nos fortalece!

Realmente sua atenção pela família é especial e como uma autora desconhecida de uma grande obra, governa o mundo embalando o berço. Como ela é imprescindível, o que nos faz dizer que pelo seu amor se formam homens e mulheres de bem, que com toda autoridade e por toda a vida, sempre se renderão à sua doce voz dizendo: “Meu filho”! Por isso, ela é ...

Linda e sua beleza é sempre encantadora. Por onde quer que os nossos olhos passeiem é sempre por ela que eles procuram. Ela inspira e ensina que a vida, a despeito de todas as suas lutas, é uma dádiva divina. E certamente é uma dádiva quando a contemplamos em nossa alma. Assim, como diria o poeta americano:

You are my life”, mãe, você é a minha vida! Rogo a Deus para que te sustente, te fortaleça e te faça eterna em meu coração. Louvo a Deus pelo que você é e pelo que através do seu amor eu também posso ser. Que Deus abençoe a todas as mães da Igreja Presbiteriana de Patrocínio.


OBSERVE A PRIMEIRA LETRA DE CADA PARÁGRAFO - rsrsrs

E agora, a participação do Matheus (recordando...)

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sábado, 30 de abril de 2011

Perdão

Muito legal o texto do Thalys, da nossa mocidade, aqui de Patrocínio... dá uma olhada ai....



think with me! :)

perdão […]

Olá! Sumi um pouco, né? Seis meses, mas acho que nem deu pra notar […]

Me lembrei que tinha um blog, e junto com ele me lembrei que gosto de escrever. Cá estava, numa noite fria de sexta-feira refletindo, e quando achei essa velha página, com velhos textos e velhas convicções, pensei em escrever novamente.

Há um tempo atrás, conversava com um amigo que se diz agnóstico e ele me questionou ‘o que aconteceria, se eu, como Cristão, viesse a pecar’.

Nesse momento me veio todo aquele ensinamento dos domingos pela manhã… A misericórdia de Deus, a eficiência do sacrifício de Cristo por mim e o seu papel como advogado diante de Deus.

Algum tempo depois encerramos o assunto, e só muito tempo depois percebi minha ilusão. Me lembrei da pergunta do meu amigo e pensei: ‘Como assim SE eu vier a pecar?’

Ok, pra começar: O que é pecado, afinal? Segundo a Bíblia, entendemos que pecado nada mais é do que a desobediência a Deus. ([…] o pecado é a transgressão da Lei - 1ª João 3:4b)

É relativamente simples: Deus é perfeito, santo, justo, e com esses atributos definiu uma série de regras morais e de conduta, não apenas para o Seu povo, mas para toda a humanidade. Os 10 Mandamentos são o que podemos chamar de resumo ou a base dessas regras definidas por Deus.

Se algum homem quer agradar à Deus, deve obedecer a esses mandamentos sem exceção. E a desobediência de qualquer uma dessas ordenanças é o que a Bíblia chama de pecado. Simples, certo?

Mas, olhando para essa lista, rapidamente percebo que a questão não é SE eu pecar… Afinal, quem nunca mentiu? Pensou mal de outra pessoa? Cobiçou algo de alguém? QUEM AMA A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS?

Sendo minimamente honesto comigo mesmo, logo percebo que não sei o que é pecar, pois tenho pecado desde que nasci, e se não fosse a educação que recebi de meus pais e alguma influência social, não haveria muita diferença entre um assassino de crianças e eu.

Ainda que eu não mate, não roube, não minta, não cobice, não tenha ídolos (tipo carreira, dinheiro, sucesso, e uns outros tantos), respeite meus pais e siga vivendo praticamente como um monge, eu ainda não estarei livre de mim mesmo. E esse é o maior problema… o maior abismo entre eu e Deus, sou eu mesmo.

Eu passo o dia todo, todos os dias pensando em mim mesmo. E ainda por cima sou orgulhoso demais para admitir que preciso de Deus.

É lógico que Deus me ama – eu digo na minha cegueira – Eu sou uma boa pessoa (tenho minhas falhas, mas ninguém é perfeito), eu faço o bem para as pessoas à minha volta, eu dou esmolas, faço caridade, ajudo a quem precisa, eu, eu, eu…
Assim, eu crio essa ilusão de pecado. Eu tenho essa lista de pecados que não cometo, tipo matar, roubar, mentir (excluindo as ‘mentirinhas’, claro), obedecer às leis, etc. E acho que está tudo bem entre Deus e eu.

Eu desenho uma balança bem grande e coloco todas as coisas boas que eu faço de um lado. Do outro lado, eu coloco todas as coisas que eu acho que talvez deveria fazer, mas que no fundo, convenhamos, quem é que faz de verdade, não é?

Aí eu crio esse senso de justiça completamente distorcido e infinitamente distante da verdadeira justiça de Deus e penso comigo mesmo “Bom, se esse negócio de inferno existe mesmo, eu não irei pra lá… Olha a minha balança como está pendendo em minha vantagem! Deus sabe que eu sou uma pessoa boa…”

Lembra-se do orgulho? Não é o orgulho de um pai sobre um filho que tirou nota 10 na escola. Estou falando daquele sentimento de que somos maiores ou melhores do que outras pessoas, que temos prioridade sobre os outros, de que merecemos aquilo que temos e principalmente o que ainda não temos. Ego, conhece? A gente vive buscando a nossa própria satisfação, fazendo aquilo (seja uma coisa boa ou ruim) que nós gostamos de fazer, de acordo com a nossa vontade, pra nos agradar…

A culpa é uma coisa interessante… A culpa corrói o nosso interior… É como a ferrugem corroendo um metal, desgastando a sua superfície e revelando fraqueza do material.

A culpa nos mostra de que ao contrário do que muitos tentam argumentar, existe sim um “certo” e um “errado”. No fundo da sua alma todo mundo sabe disso. (‘De fato, quando os gentios, que não têm lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a lei - Romanos 2:14) A benção da culpa, é ela que nos revela a santidade e a justiça de Deus. Afinal, se eu estou errado, eu estou errado de acordo com um padrão maior. E esse padrão é o padrão de Deus.

Mas eu, por mim mesmo, nunca conseguirei alcançar esse padrão! E ao concluir isso, eu vejo que a única coisa que me resta é a morte (tanto física como espiritual que é a separação de Deus). Como disse Paulo em Romanos 3:12 ‘Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.’ (ACF)

Por que, afinal, Deus faria então um conjunto de regras que ninguém jamais conseguiria obedecer e ainda exigir a obediência completa dessas regras em troca da salvação? Não soa muito justo…

Se hoje eu fosse responder aquela pergunta do meu amigo, diria que a questão não é se eu pecar, mas quando eu peco.

Hoje eu sou perdoado dos meus pecados não por que consigo obedecer às leis de Deus, mas simplesmente por que Jesus obedeceu todas elas no meu lugar, e ainda pagou o preço pelos meus pecados. Tudo isso mesmo eu sendo inimigo de Deus. Mesmo eu sendo orgulhoso demais pra aceitar a Sua existência ou a minha necessidade dEle. Ele me amou incondicionalmente com todos os meus defeitos…

Isso é a graça de Deus. Isso é a prova maior do seu amor pela humanidade.

A culpa, como eu dizia, nos revela a nossa necessidade de perdão. E o perdão de Deus é dado gratuitamente à todo aquele que se arrepende de seus pecados, crê que Jesus é o Cristo, o Salvador, Filho de Deus que morreu em seu lugar, por causa dos seus pecados e entrega a sua vida, o seu coração a Deus.

Não existe culpa tão grande que não possa ser perdoada. Se a culpa é grande, o Amor e a misericórdia são maiores ainda.

Sendo assim, pela fé, você recebe o perdão de Deus e é salvo, primeiramente da morte eterna (do inferno), e em segundo lugar, salvo de você mesmo… Do seu egoísmo, do seu orgulho, do seu Eu. Então passa a obedecer a Deus, não por obrigação, mas por amor, por que Ele te amou primeiro. E passa então a amar ao seu próximo (quer ele mereça ou não). Não por que você é bom, mas por que Deus te amou primeiro incondicionalmente.

Eu ainda peco, sim… Como disse ao meu amigo, eu peco todos os dias… E Paulo se viu de novo nessa situação em Romanos 7:18-19 ‘Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.’ (ACF)

Mas hoje eu tenho a consciência dos meus pecados e, arrependido, peço perdão. Hoje eu sou capacitado por Deus a deixar de pecar, sou capacitado a pensar menos em mim e mais nos outros, sou capacitado a corrigir meus erros a cada dia. E ser cada dia mais parecido com Jesus Cristo, o único homem que nunca pecou.

Amém.

Thalys Guimarães – 29/04/2011

A ORAÇÃO DO SENHOR EM MATEUS 6.9-15


Este texto está especialmente colocado no sermão da montanha, quando o Senhor Jesus diante de uma multidão deu uma verdadeira aula acerca dos princípios religiosos, éticos e sociais do reino de Deus, ou seja, aqui ele sintetiza bem valores que devem estar sempre presentes na vida de qualquer indivíduo que se disponha a viver como um servo fiel de Deus.

O objetivo de se estudar uma oração como esta é o de justamente nos colocar a par de todas as implicações de se aderir aos pensamentos do cristianismo. Jesus mostra que há que se viver dignamente quando decidimos andar ao lado dele.

A ORAÇÃO DO SENHOR

Segundo o nosso catecismo maior, a Oração do Senhor, consiste em três partes: prefácio, petições e conclusões. Gostaríamos de analisá-los cuidadosamente.

Desenvolvimento

O prefácio desta oração "Pai nosso que estás nos céus", nos ensina a nos aproximarmos de Deus com confiança na sua bondade paternal e no nosso interesse nele (Mt. 6:9; Lc. 11:13; Rm. 8:15). Cristo nos ensina reconhecer que temos um Deus altíssimo que se relaciona com aqueles que o buscam. Ou seja, o nosso Deus altíssimo, quando nós o buscamos ele nos atende. Isaías 57:15 Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos.

Jesus nos está ensinando que este Pai, a quem oramos é altíssimo, mas se relaciona com o humilde de espírito, que se coloca diante dele em oração. O Nosso Deus é infinitamente maior do que imaginamos, mas isso não significa que ele é inacessível.

II) O meu relacionamento com Deus (três primeiras petições)

A primeira petição da Oração do Senhor é "Santificado seja o teu nome". Pedimos que seja dado a Deus a honra que lhe é devida, de modo que nunca falem, nem pensem dele os homens, senão com grande reverência. Pedimos que ele, pela sua graça, nos habilite e nos incline, a nós e aos demais, a conhecê-lo, confessá-lo, e altamente estimá-lo. (Ef. 3:20-21; Sl. 72:19). Porém, esta petição relaciona-se extremamente com a maneira prática de querermos a santificação do nome de Deus. Eu preciso santificar o nome de Deus com minhas atitudes. E santidade é coisa seríssima em Deus. E ele quer que o sejamos, afinal foi para isso que ele nos separou. Lv. 20: 26 E sereis para mim santos; porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus.

Nossas atitudes também devem santificar o nome de Deus. O jeito que você trata as pessoas, o jeito como você vive tem que ser um jeito que não faça com que o nome de Deus seja motivo de escárnio.

A segunda petição é "Venha o teu reino". Calvino diz que Deus reina, quando os homens, renunciando a si mesmos, menosprezando o mundo e esta vida terrestre, se submetem a justiça de Deus para aspirar a vida celestial. Para Calvino, este reino tem dois aspectos: Deus, com a virtude e potência do seu Espírito, que corrige e domina todos os apetites da carne, e a outra parte é a que Deus forma todos os nossos sentidos para que obedeçamos seus mandamentos. O reino de Cristo já foi estabelecido, mas a Igreja precisa evidenciar os efeitos da presença deste reino se submetendo a justiça de Deus. Não é para vivermos nossa vida como achamos que temos de vivê-la. Mas, para vivermos nossa vida do jeito que Deus diz que tem de ser. E assim , ficará evidente que anelamos pela plena manifestação do efeitos do reino de Deus. Que cada vez mais eu menospreze as ofertas do mundo, para ser moldado pelo Espírito Santo de Deus que nos santifica pela palavra da verdade.

A terceira petição é "Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus". Neste ponto reconhecemos que somos incapazes de realizar a vontade de Deus por nós mesmos, e que muitas vezes nos rebelamos contra o seu desejo, e portanto, pedimos que Deus tire de nós esta indisposição e nos faça capazes de reconhecê-lo e de nos submeter a sua vontade em tudo. Outro ponto, é que obviamente estamos cientes de que a vontade de Deus é sempre a melhor opção para a nossa vida. O Salmista diz que Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração, Viver dirigido pela vontade de Deus é algo fantástico. Querer experimentar esta vontade na terra e nos céus alegra a nossa alma. Nós não sabemos aquilo que é bom para nós mesmos. Por isso é bem melhor viver pela vontade de Deus. Você tem procurado em toda a sua vida, viver por esta vontade.

Daqui por diante o Senhor Jesus nos ensina a nos relacionar com o próximo e conosco mesmo. Mt. 6.9-15

III) O homem nos seus relacionamentos interpessoais à luz de Deus.

A quarta petição é "O pão nosso de cada dia nos dá hoje”. Pedimos ao Senhor que remedie nossas necessidades, suplicando em geral, tudo aquilo que o nosso corpo requer. Nesta petição, nos pomos nas mãos do Senhor, para sermos dirigidos pela sua providência.

Esta é uma petição que requer confiança em Deus, mas quem nos diz que devemos pedir assim é o Senhor Jesus. Ou seja, se Cristo diz que devemos confiar em Deus, quem somos nós para não confiarmos. Esperarmos dia a dia pela ação do nosso Deus. Que maravilhoso, podermos ter certeza que dia a dia estamos sendo assistido pelo Deus da providência. Eu levanto pela manhã, e seu que Deus está ali, coloco minha cabeça no travesseiro e lá também ele está, diz o salmista. E posso ter a certeza de que enquanto durmo, o Senhor me dá o pão, afinal, aos seus amados ele o dá enquanto dormem.

A quinta petição é "Perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores". Todos somos culpados do pecado original e, também, pelos pecados que certamente cometemos hoje pessoalmente, o que nos torna devedores a justiça de Deus. Que Deus pela obediência e satisfação de Cristo adquiridas e aplicadas pela fé, nos absolva da culpa e da punição do pecado.

Ah! Senhor quantas vezes eu errei, transgredi a tua lei, perdoa-me pai, porque eu também estou disposto a perdoar os que me devem.

A sexta e última petição é "Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal". Calvino diz que não divide esta sexta petição em mais uma, porque entende que a cláusula "...mas livra-nos do mal" é ligada a primeira. Esta petição responde a promessa que Deus nos tem feito de imprimir a sua lei em nossos corações. É fato, que por causa da constante batalha, na qual estamos envolvidos, natureza humana depravada vs. natureza humana regenerada. Por nós mesmos não somos capazes de obedecer a vontade de Deus, o que nos leva a pedir que ele nos dê armas e que nos ampare com sua assistência para que alcancemos vitória. Que Deus nos livre do maligno, e de suas armadilhas.

Quantas vezes somos expostos pelo mundo, que jaz no maligno, a situações que constrangedoras. Situações que querem nos obrigar a sai dos padrões de Deus. Que luta grande essa nossa. Queremos a santidade, mas o mundo quer nossa conivência. Deus nos livre do ímpio, da roda dos escarnecedores.

E o que é agora mais importante, é a certeza que temos de receber resposta desta oração. Talvez alguns perguntassem, mas como nós podemos ter certeza de que tudo isso que nós pedimos poderá ser atendido? e a resposta é: "Porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre".

A conclusão desta oração e, portanto, também do nosso sermão é "Porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre". Segundo o Catecismo maior, esta parte nos ensina a reforçar as nossas petições com argumentos que devem ser derivados, não de qualquer mérito que haja em nós, ou em qualquer outra criatura, mas de Deus.

No profeta Isaías Deus diz “Eu sou Deus; também de hoje em diante, eu o sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” Oremos, portanto, conscientes de como nós devemos nos aproximar de Deus. Deus nos abençoe.

Rev. Cleverson Gilvan

sábado, 16 de abril de 2011

Culto da Ressurreição

 

 

ressurreicao

 

IGREJA PRESBITERIANA DE PATROCÍNIO

24 de abril de 2011 – 07:00 h da manhã

Café Comunitário – 08:00 h

Escola Dominical – 09:00 h

Você é nosso convidado especial!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

sábado, 26 de março de 2011

A Mulher Invisível

Esse vídeo é interessantíssimo! Acredito que pode abençoar especialmente a vida de mulheres piedosas que tem edificado o seu lar, conforme o mandato do Senhor.
Eu, particularmente, vejo a minha esposa como alguém que tem investido tempo na construção de catedrais.

Pr. Cleverson




segunda-feira, 21 de março de 2011

Temperamentos – Estudo Ministrado na Escola Dominical

Alguns irmãos pediram que postássemos aqui o estudo do último domingo.

Este estudo é uma adaptação da revista – Aconselhamento Bíblico. Slide1 Slide2 Slide3 Slide4 Slide5 Slide6 Slide7 Slide8 Slide9 Slide10 Slide11 Slide12 Slide13 Slide14 Slide15 Slide16

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Durante a aula enfatizamos a idéia de que nosso propósito não era uma discussão dos temperamentos em si, mas a idéia de que Deus pode trabalhar nossos temperamentos. Por isso gastamos tempo compartilhando a experiência de Moisés, Paulo e Pedro.

Que Deus abençoe a cada um!

Pr. Cleverson