sábado, 30 de abril de 2011

Perdão

Muito legal o texto do Thalys, da nossa mocidade, aqui de Patrocínio... dá uma olhada ai....



think with me! :)

perdão […]

Olá! Sumi um pouco, né? Seis meses, mas acho que nem deu pra notar […]

Me lembrei que tinha um blog, e junto com ele me lembrei que gosto de escrever. Cá estava, numa noite fria de sexta-feira refletindo, e quando achei essa velha página, com velhos textos e velhas convicções, pensei em escrever novamente.

Há um tempo atrás, conversava com um amigo que se diz agnóstico e ele me questionou ‘o que aconteceria, se eu, como Cristão, viesse a pecar’.

Nesse momento me veio todo aquele ensinamento dos domingos pela manhã… A misericórdia de Deus, a eficiência do sacrifício de Cristo por mim e o seu papel como advogado diante de Deus.

Algum tempo depois encerramos o assunto, e só muito tempo depois percebi minha ilusão. Me lembrei da pergunta do meu amigo e pensei: ‘Como assim SE eu vier a pecar?’

Ok, pra começar: O que é pecado, afinal? Segundo a Bíblia, entendemos que pecado nada mais é do que a desobediência a Deus. ([…] o pecado é a transgressão da Lei - 1ª João 3:4b)

É relativamente simples: Deus é perfeito, santo, justo, e com esses atributos definiu uma série de regras morais e de conduta, não apenas para o Seu povo, mas para toda a humanidade. Os 10 Mandamentos são o que podemos chamar de resumo ou a base dessas regras definidas por Deus.

Se algum homem quer agradar à Deus, deve obedecer a esses mandamentos sem exceção. E a desobediência de qualquer uma dessas ordenanças é o que a Bíblia chama de pecado. Simples, certo?

Mas, olhando para essa lista, rapidamente percebo que a questão não é SE eu pecar… Afinal, quem nunca mentiu? Pensou mal de outra pessoa? Cobiçou algo de alguém? QUEM AMA A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS?

Sendo minimamente honesto comigo mesmo, logo percebo que não sei o que é pecar, pois tenho pecado desde que nasci, e se não fosse a educação que recebi de meus pais e alguma influência social, não haveria muita diferença entre um assassino de crianças e eu.

Ainda que eu não mate, não roube, não minta, não cobice, não tenha ídolos (tipo carreira, dinheiro, sucesso, e uns outros tantos), respeite meus pais e siga vivendo praticamente como um monge, eu ainda não estarei livre de mim mesmo. E esse é o maior problema… o maior abismo entre eu e Deus, sou eu mesmo.

Eu passo o dia todo, todos os dias pensando em mim mesmo. E ainda por cima sou orgulhoso demais para admitir que preciso de Deus.

É lógico que Deus me ama – eu digo na minha cegueira – Eu sou uma boa pessoa (tenho minhas falhas, mas ninguém é perfeito), eu faço o bem para as pessoas à minha volta, eu dou esmolas, faço caridade, ajudo a quem precisa, eu, eu, eu…
Assim, eu crio essa ilusão de pecado. Eu tenho essa lista de pecados que não cometo, tipo matar, roubar, mentir (excluindo as ‘mentirinhas’, claro), obedecer às leis, etc. E acho que está tudo bem entre Deus e eu.

Eu desenho uma balança bem grande e coloco todas as coisas boas que eu faço de um lado. Do outro lado, eu coloco todas as coisas que eu acho que talvez deveria fazer, mas que no fundo, convenhamos, quem é que faz de verdade, não é?

Aí eu crio esse senso de justiça completamente distorcido e infinitamente distante da verdadeira justiça de Deus e penso comigo mesmo “Bom, se esse negócio de inferno existe mesmo, eu não irei pra lá… Olha a minha balança como está pendendo em minha vantagem! Deus sabe que eu sou uma pessoa boa…”

Lembra-se do orgulho? Não é o orgulho de um pai sobre um filho que tirou nota 10 na escola. Estou falando daquele sentimento de que somos maiores ou melhores do que outras pessoas, que temos prioridade sobre os outros, de que merecemos aquilo que temos e principalmente o que ainda não temos. Ego, conhece? A gente vive buscando a nossa própria satisfação, fazendo aquilo (seja uma coisa boa ou ruim) que nós gostamos de fazer, de acordo com a nossa vontade, pra nos agradar…

A culpa é uma coisa interessante… A culpa corrói o nosso interior… É como a ferrugem corroendo um metal, desgastando a sua superfície e revelando fraqueza do material.

A culpa nos mostra de que ao contrário do que muitos tentam argumentar, existe sim um “certo” e um “errado”. No fundo da sua alma todo mundo sabe disso. (‘De fato, quando os gentios, que não têm lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a lei - Romanos 2:14) A benção da culpa, é ela que nos revela a santidade e a justiça de Deus. Afinal, se eu estou errado, eu estou errado de acordo com um padrão maior. E esse padrão é o padrão de Deus.

Mas eu, por mim mesmo, nunca conseguirei alcançar esse padrão! E ao concluir isso, eu vejo que a única coisa que me resta é a morte (tanto física como espiritual que é a separação de Deus). Como disse Paulo em Romanos 3:12 ‘Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.’ (ACF)

Por que, afinal, Deus faria então um conjunto de regras que ninguém jamais conseguiria obedecer e ainda exigir a obediência completa dessas regras em troca da salvação? Não soa muito justo…

Se hoje eu fosse responder aquela pergunta do meu amigo, diria que a questão não é se eu pecar, mas quando eu peco.

Hoje eu sou perdoado dos meus pecados não por que consigo obedecer às leis de Deus, mas simplesmente por que Jesus obedeceu todas elas no meu lugar, e ainda pagou o preço pelos meus pecados. Tudo isso mesmo eu sendo inimigo de Deus. Mesmo eu sendo orgulhoso demais pra aceitar a Sua existência ou a minha necessidade dEle. Ele me amou incondicionalmente com todos os meus defeitos…

Isso é a graça de Deus. Isso é a prova maior do seu amor pela humanidade.

A culpa, como eu dizia, nos revela a nossa necessidade de perdão. E o perdão de Deus é dado gratuitamente à todo aquele que se arrepende de seus pecados, crê que Jesus é o Cristo, o Salvador, Filho de Deus que morreu em seu lugar, por causa dos seus pecados e entrega a sua vida, o seu coração a Deus.

Não existe culpa tão grande que não possa ser perdoada. Se a culpa é grande, o Amor e a misericórdia são maiores ainda.

Sendo assim, pela fé, você recebe o perdão de Deus e é salvo, primeiramente da morte eterna (do inferno), e em segundo lugar, salvo de você mesmo… Do seu egoísmo, do seu orgulho, do seu Eu. Então passa a obedecer a Deus, não por obrigação, mas por amor, por que Ele te amou primeiro. E passa então a amar ao seu próximo (quer ele mereça ou não). Não por que você é bom, mas por que Deus te amou primeiro incondicionalmente.

Eu ainda peco, sim… Como disse ao meu amigo, eu peco todos os dias… E Paulo se viu de novo nessa situação em Romanos 7:18-19 ‘Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.’ (ACF)

Mas hoje eu tenho a consciência dos meus pecados e, arrependido, peço perdão. Hoje eu sou capacitado por Deus a deixar de pecar, sou capacitado a pensar menos em mim e mais nos outros, sou capacitado a corrigir meus erros a cada dia. E ser cada dia mais parecido com Jesus Cristo, o único homem que nunca pecou.

Amém.

Thalys Guimarães – 29/04/2011

A ORAÇÃO DO SENHOR EM MATEUS 6.9-15


Este texto está especialmente colocado no sermão da montanha, quando o Senhor Jesus diante de uma multidão deu uma verdadeira aula acerca dos princípios religiosos, éticos e sociais do reino de Deus, ou seja, aqui ele sintetiza bem valores que devem estar sempre presentes na vida de qualquer indivíduo que se disponha a viver como um servo fiel de Deus.

O objetivo de se estudar uma oração como esta é o de justamente nos colocar a par de todas as implicações de se aderir aos pensamentos do cristianismo. Jesus mostra que há que se viver dignamente quando decidimos andar ao lado dele.

A ORAÇÃO DO SENHOR

Segundo o nosso catecismo maior, a Oração do Senhor, consiste em três partes: prefácio, petições e conclusões. Gostaríamos de analisá-los cuidadosamente.

Desenvolvimento

O prefácio desta oração "Pai nosso que estás nos céus", nos ensina a nos aproximarmos de Deus com confiança na sua bondade paternal e no nosso interesse nele (Mt. 6:9; Lc. 11:13; Rm. 8:15). Cristo nos ensina reconhecer que temos um Deus altíssimo que se relaciona com aqueles que o buscam. Ou seja, o nosso Deus altíssimo, quando nós o buscamos ele nos atende. Isaías 57:15 Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos.

Jesus nos está ensinando que este Pai, a quem oramos é altíssimo, mas se relaciona com o humilde de espírito, que se coloca diante dele em oração. O Nosso Deus é infinitamente maior do que imaginamos, mas isso não significa que ele é inacessível.

II) O meu relacionamento com Deus (três primeiras petições)

A primeira petição da Oração do Senhor é "Santificado seja o teu nome". Pedimos que seja dado a Deus a honra que lhe é devida, de modo que nunca falem, nem pensem dele os homens, senão com grande reverência. Pedimos que ele, pela sua graça, nos habilite e nos incline, a nós e aos demais, a conhecê-lo, confessá-lo, e altamente estimá-lo. (Ef. 3:20-21; Sl. 72:19). Porém, esta petição relaciona-se extremamente com a maneira prática de querermos a santificação do nome de Deus. Eu preciso santificar o nome de Deus com minhas atitudes. E santidade é coisa seríssima em Deus. E ele quer que o sejamos, afinal foi para isso que ele nos separou. Lv. 20: 26 E sereis para mim santos; porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus.

Nossas atitudes também devem santificar o nome de Deus. O jeito que você trata as pessoas, o jeito como você vive tem que ser um jeito que não faça com que o nome de Deus seja motivo de escárnio.

A segunda petição é "Venha o teu reino". Calvino diz que Deus reina, quando os homens, renunciando a si mesmos, menosprezando o mundo e esta vida terrestre, se submetem a justiça de Deus para aspirar a vida celestial. Para Calvino, este reino tem dois aspectos: Deus, com a virtude e potência do seu Espírito, que corrige e domina todos os apetites da carne, e a outra parte é a que Deus forma todos os nossos sentidos para que obedeçamos seus mandamentos. O reino de Cristo já foi estabelecido, mas a Igreja precisa evidenciar os efeitos da presença deste reino se submetendo a justiça de Deus. Não é para vivermos nossa vida como achamos que temos de vivê-la. Mas, para vivermos nossa vida do jeito que Deus diz que tem de ser. E assim , ficará evidente que anelamos pela plena manifestação do efeitos do reino de Deus. Que cada vez mais eu menospreze as ofertas do mundo, para ser moldado pelo Espírito Santo de Deus que nos santifica pela palavra da verdade.

A terceira petição é "Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus". Neste ponto reconhecemos que somos incapazes de realizar a vontade de Deus por nós mesmos, e que muitas vezes nos rebelamos contra o seu desejo, e portanto, pedimos que Deus tire de nós esta indisposição e nos faça capazes de reconhecê-lo e de nos submeter a sua vontade em tudo. Outro ponto, é que obviamente estamos cientes de que a vontade de Deus é sempre a melhor opção para a nossa vida. O Salmista diz que Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração, Viver dirigido pela vontade de Deus é algo fantástico. Querer experimentar esta vontade na terra e nos céus alegra a nossa alma. Nós não sabemos aquilo que é bom para nós mesmos. Por isso é bem melhor viver pela vontade de Deus. Você tem procurado em toda a sua vida, viver por esta vontade.

Daqui por diante o Senhor Jesus nos ensina a nos relacionar com o próximo e conosco mesmo. Mt. 6.9-15

III) O homem nos seus relacionamentos interpessoais à luz de Deus.

A quarta petição é "O pão nosso de cada dia nos dá hoje”. Pedimos ao Senhor que remedie nossas necessidades, suplicando em geral, tudo aquilo que o nosso corpo requer. Nesta petição, nos pomos nas mãos do Senhor, para sermos dirigidos pela sua providência.

Esta é uma petição que requer confiança em Deus, mas quem nos diz que devemos pedir assim é o Senhor Jesus. Ou seja, se Cristo diz que devemos confiar em Deus, quem somos nós para não confiarmos. Esperarmos dia a dia pela ação do nosso Deus. Que maravilhoso, podermos ter certeza que dia a dia estamos sendo assistido pelo Deus da providência. Eu levanto pela manhã, e seu que Deus está ali, coloco minha cabeça no travesseiro e lá também ele está, diz o salmista. E posso ter a certeza de que enquanto durmo, o Senhor me dá o pão, afinal, aos seus amados ele o dá enquanto dormem.

A quinta petição é "Perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores". Todos somos culpados do pecado original e, também, pelos pecados que certamente cometemos hoje pessoalmente, o que nos torna devedores a justiça de Deus. Que Deus pela obediência e satisfação de Cristo adquiridas e aplicadas pela fé, nos absolva da culpa e da punição do pecado.

Ah! Senhor quantas vezes eu errei, transgredi a tua lei, perdoa-me pai, porque eu também estou disposto a perdoar os que me devem.

A sexta e última petição é "Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal". Calvino diz que não divide esta sexta petição em mais uma, porque entende que a cláusula "...mas livra-nos do mal" é ligada a primeira. Esta petição responde a promessa que Deus nos tem feito de imprimir a sua lei em nossos corações. É fato, que por causa da constante batalha, na qual estamos envolvidos, natureza humana depravada vs. natureza humana regenerada. Por nós mesmos não somos capazes de obedecer a vontade de Deus, o que nos leva a pedir que ele nos dê armas e que nos ampare com sua assistência para que alcancemos vitória. Que Deus nos livre do maligno, e de suas armadilhas.

Quantas vezes somos expostos pelo mundo, que jaz no maligno, a situações que constrangedoras. Situações que querem nos obrigar a sai dos padrões de Deus. Que luta grande essa nossa. Queremos a santidade, mas o mundo quer nossa conivência. Deus nos livre do ímpio, da roda dos escarnecedores.

E o que é agora mais importante, é a certeza que temos de receber resposta desta oração. Talvez alguns perguntassem, mas como nós podemos ter certeza de que tudo isso que nós pedimos poderá ser atendido? e a resposta é: "Porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre".

A conclusão desta oração e, portanto, também do nosso sermão é "Porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre". Segundo o Catecismo maior, esta parte nos ensina a reforçar as nossas petições com argumentos que devem ser derivados, não de qualquer mérito que haja em nós, ou em qualquer outra criatura, mas de Deus.

No profeta Isaías Deus diz “Eu sou Deus; também de hoje em diante, eu o sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” Oremos, portanto, conscientes de como nós devemos nos aproximar de Deus. Deus nos abençoe.

Rev. Cleverson Gilvan

sábado, 16 de abril de 2011

Culto da Ressurreição

 

 

ressurreicao

 

IGREJA PRESBITERIANA DE PATROCÍNIO

24 de abril de 2011 – 07:00 h da manhã

Café Comunitário – 08:00 h

Escola Dominical – 09:00 h

Você é nosso convidado especial!

segunda-feira, 11 de abril de 2011