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Mostrando postagens de Abril, 2008

LIBERDADE DO CATIVEIRO

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Liberdade do CativeiroA mídia noticiou algo surpreendente e repugnante na última semana. Um austríaco, chamado Josef Fritzl, manteve sob cárcere privado sua filha Elisabeth durante vinte e quatro anos. Durante todo esse tempo ele enganou a sua esposa afirmando que a filha havia fugido de casa para juntar-se a uma seita religiosa.No cativeiro Elizabeth foi molestada sexualmente durante todo esse tempo. E, como resultado desses abusos sexuais foram gerados seis filhos. Três desses filhos foram criados no cárcere e nunca haviam contemplado a luz do sol, até que a liberdade os alcançasse.Contemplar a luz deve ter sido uma experiência transformadora. Elas estavam habituadas às limitações do minúsculo cativeiro e certamente não podiam imaginar que havia, como disse o músico, “tanta vida lá fora”.Isto lembra o cárcere a que todos somos submetidos por conta do nosso afastamento de Deus. Nossa visão de mundo se restringe as sensações “agradáveis” que experimentamos no nosso cotidiano. Nada é t…

PAIS E FILHOS

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PAIS E FILHOS
Assista o link: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM819064-7823-CASO+ISABELLA+NARDONI+PODE+AJUDAR+EM+REFLEXAO+FAMILIAR,00.html


Estátuas e cofres E paredes pintadas Ninguém sabe o que aconteceu... Ela se jogou da janela Do quinto andar Nada é fácil de entender...
(…)
É preciso amar as pessoas Como se não houvesse amanhã Por que se você parar Prá pensar Na verdade não há...
(trecho da música do Legião Urbana)

Aprendi desde muito cedo que a família é a célula matter da sociedade. No entanto, os destemperos da sociedade contemporânea parecem sugerir que esta célula entrou em colapso. Agora, mais uma dúvida assalta o coração ferido da família moderna: Como deve ser o relacionamento entre pais e filhos?

Recordando as coisas “lá de casa” lembrei de três palavras importantes: Respeito, amor e disciplina.

Ah, vocês precisavam ouvir o assobio do meu pai. Aquele som era mais imponente que o de um árbitro de futebol. O som forte parava a pelada dos moleques na hora. Sem con…

Onde Estava Deus?

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Onde Estava Deus?Um dia desses eu resolvi ler alguns comentários sobre a morte da Isabella e deparei-me com um cidadão que dizia: “Onde estava Deus?”, “Por que ele permitiu isso?” e concluía: “Se ele realmente fosse Deus e fosse bom, isso não teria acontecido”. Quando leio estas coisas fico lamentando as distorções do nosso raciocínio.Ainda que pudéssemos evocar a sabedoria divina, para acalentar a alma, dizendo que Ele sabe o que faz, a questão ainda não seria o que Ele fez, mas o que nós somos capazes de fazer. Poucas coisas nos impressionam mais do que a capacidade de ferir o outro que encontramos em nós mesmos.De repente, percebi que o que nos choca na história do assassinato da menina não é apenas a morte cruel e terrível, mas também a revelação da própria essência humana, compartilhada por todos nós. Nós somos capazes de fazer estas coisas!Talvez seja difícil admitir, mas em muitos momentos somos confrontados em nossa própria consciência com esta condição cruel. A verdade é que …

O SEGREDO DA CONFISSÃO

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O SEGREDO DA CONFISSÃO

O Brasil parou para acompanhar os depoimentos do pai e da madastra de Isabella Nardoni. A verdade é que desde aquela fatídica noite, quando a morte alcançou a pequena menina, não se pensa em mais nada senão na descoberta do(s) culpado(s) e na sua confissão. Mas, se você tivesse assassinado “acidentalmente” um ente querido seu, você confessaria?

A palavra “confessar” significa declarar o que se fez. Durante muito tempo (e até hoje) a Igreja Católica Romana vem fazendo uso da chamada confissão auricular, aquela feita ao pé do ouvido do padre que está no confessionário. Protegidos pelo anonimato, muitos contam os seus pecados e se sentem aliviados quando são despedidos com a obrigação de cumprirem determinados ritos religiosos sem maiores conseqüências. Todos eles sabem que o “segredo de confissão” é inviolável.

Mas a pergunta que desafia a consciência permanece: E se a minha confissão trouxesse conseqüências desagradáveis, será que eu contaria tudo? Tudo mesmo?

A conf…