sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

“carnis valles” – prazeres da carne




Rev. Cleverson Gilvan

O termo de origem latina “carnis valles” – carnaval - traduz muito bem o espírito dos foliões e dos expectadores desta que tem sido chamada, pelo menos aqui no Brasil, de a maior festa do mundo. E esta constatação é verificada na medida em que voltamos nossos olhos para a história e em seguida para a sociedade contemporânea.
Quando no sec. XI, o catolicismo romano passou a celebrar a semana chamada “santa”, antecedida por um período de jejuns e orações denominado “quaresma”, acabou incentivando, como uma espécie de efeito colateral, o surgimento de várias festas populares com o intuito de levar os foliões a se despedirem dos prazeres de uma vida sem penitência nos três dias que antecederiam a quarta-feira chamada de “quarta-feira de cinzas”. Esses dias pré-penitência ficaram conhecidos como dias “gordos” (por exemplo – terça-feira gorda), trazendo a ideia de que aquele tempo era dedicado aos prazeres de todos os tipos, até que chegasse o dia da penitência, do arrependimento e da busca pelo perdão.
Contudo, o grande problema é que o tempo de penitência ficou circunscrito ao calendário, pois na prática, a sociedade contemporânea fez com que a festa fosse ampliada, não somente nos seus dias de celebração, mas especialmente no coração dos foliões.
Contudo, acerca dessa corrupção moral, o profeta Isaías já havia declarado: Isaías 5:12 “Liras e harpas, tamboris e flautas e vinho há nos seus banquetes; porém não consideram os feitos do SENHOR, nem olham para as obras das suas mãos.”. E a corrupção moral de nossos dias tornou-se tão acintosa e ao mesmo tempo tão sutil, que o discurso por detrás dela veio camuflado como se fosse tudo uma simples manifestação artístico-cultural. Então, enquanto as escolas de samba desfilam, os bailes acontecem e o sexo irresponsável e extra-conjugal se prolifera, além de outras coisas mais, o ser humano vai se distanciando cada vez mais do Espírito de Deus para se aproximar mais da “carne” leia-se “pecado”.
Mas o que nós temos a ver com isso? Jesus disse que deveríamos ser o sal da terra e a luz do mundo. Portanto, a igreja não pode deixar de ser a voz profética da nossa nação, lembrando a todo homem, em todo canto, que se um arrependimento sincero não acontecer no seu coração, ele será lançado, em algemas eternas, na condenação preparada por Deus para o diabo, seus anjos e todos os que rejeitaram o evangelho. E devemos lembrar ainda que esse discurso não é um “falso moralismo” como querem sugerir os que se “vendem” como sábios e evoluídos. Antes, essa é a palavra do evangelho que notifica a todos os homens para que se arrependam e sejam salvos.
Pense nisto!