sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

QUANDO UM ACIDENTE TÃO TRÁGICO ACONTECE, O QUE DEUS ESTÁ NOS LEMBRANDO?

Uma das coisas mais preciosas para o cristão é poder descansar na providência de um Deus que tem o controle absoluto da história. É por isso que, entusiasticamente, cantamos: As tuas mãos dirigem o meu destino, e ainda, acasos para mim não haverá. Pensei nestas coisas depois de tomar conhecimento do trágico acidente que vitimou 71 pessoas entre jogadores e comissão técnica da Chapecoense, jornalistas e tripulantes do vôo da última segunda-feira que caiu na Colômbia.
Antes, na realidade, eu havia iniciado o dia com minha devocional em Lucas 13, onde providencialmente, o Senhor abria o capítulo falando de um acidente onde 18 galileus morreram na queda de uma torre. Na narrativa, Jesus pergunta se os que morreram eram mais culpados do que os habitantes vivos de Jerusalém, e ele mesmo responde, advertindo-os: Luc 13:5 “Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.”. Imediatamente lembrei-me ainda do texto de Tiago, onde lemos: “Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.”
(Tgo 4:13-15 ARA).
É verdade que Deus tem um propósito na vida de cada um, e isto inclui os que morreram no acidente, os que sobreviveram e todos nós também. Mas a grande mensagem do Senhor esta semana é que devemos considerar a brevidade da vida e a nossa incapacidade de realizarmos nossos sonhos, sem que Ele o sustentador dela, dê o seu aval. Não temos controle nenhum sobre os próximos cinco minutos e precisamos urgentemente permanecer em Deus, mantendo aquela santa vigilância que precede a nossa convocação aos céus.
E isto deve ser assim porque o que é certo é que todos compareceremos perante a face do Senhor ao sermos convocados.
Nos diálogos gravados entre a torre e o avião, ouvi, com um aperto no coração, a última palavra proferida pelo piloto: “Jesus”. O tom não me permite analisar o que aquele nome significava para o piloto, além do mais, todo juízo pertence ao Senhor. Mas é fato que esse será o nome e o homem com quem nos encontraremos após aquela santa convocação. E esse encontro será para a vida eterna ou para a condenação eterna. Esse será o nome que todos os homens ouvirão naquele dia!
Portanto, esse é o tempo, de nos mantermos vigilantes, tendo sido assegurados pelo evangelho, que só em Jesus temos a promessa e a segurança de uma vida eterna.