sexta-feira, 27 de junho de 2008

AINDA HOJE EU FALEI COM ELE!


Ainda hoje eu falei com Ele!

Ultimamente tenho prestado mais atenção no desenvolvimento do meu filho. Acontece cada coisa engraçada! Além das palavras novas, do interesse por carros e de tantas outras coisas próprias da idade, ele vive pelos cantos conversando sozinho com os brinquedos. Ele pergunta e logo em seguida responde. E o diálogo tem entonações diferentes e respostas adequadas. Seria um diálogo perfeito, não fosse o fato dele estar sozinho.
Foi então que percebi que mesmo depois de adulto eu mesmo já me peguei conversando comigo mesmo: “Será que eu devo ir? Não, acho melhor esperar um pouco; Será que devo fazer: Talvez;” e às vezes, esses “diálogos” da consciência ganham sons e alguém pergunta: Você falou comigo? E eu respondo: “Não, só estava pensando alto”.
Tudo isso nos leva a refletir sobre os momentos em que conversamos com Deus e que parecem monólogos ou diálogos da consciência. Nos debruçamos diante do SENHOR, declaramos nossa queixa e nossa esperança e tudo o que parece ecoar é a voz da consciência dizendo: “Ele não está ouvindo”. Então, o ceticismo e a falta de esperança que acompanham a muitos poderiam, numa hora como essa, sugerir que é inútil falar com Ele.
Sei que a oração não pode ser apenas uma verdade conceitual. No entanto, devemos entender que construímos nossa vida de oração a partir do momento em que voltamos às Escrituras e nela encontramos um Deus pessoal, que se relaciona conosco.
Na Bíblia temos alguns exemplos belíssimos e inspiradores. Quando, por exemplo, Davi colocou-se diante do Senhor suplicando por livramento, ele disse: Salmo 40:1 “Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.”. Certamente foi essa resposta divina que inspirou o salmista a também declarar: Salmos 63:1 “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.”. No livro do profeta Jeremias Deus também disse: Jeremias 33:3 “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.”, já no Novo Testamento o apóstolo Pedro declara a palavra do Senhor assim: 1 Pedro 3:12 “Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas,[...]”.
Ainda hoje eu falei com ele, e tenho sido cada vez mais convencido de que não estou conversando comigo mesmo.
Como é bom falar com o SENHOR sabendo que ele nos ouve! Não continue essa leitura sem parar agora para falar com Ele. Ele está te ouvindo!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

SEGREDOS


Segredos


Algumas vezes fico impressionado com o tamanho do universo. Olhar para o céu e ver aquele número inimaginável de estrelas e astros é algo fascinante. No entanto, quando olho para dentro de mim chego a pensar que o universo que carregamos dentro de nós parece ser bem maior que o espaço. Tudo bem, pode até ser que existam trilhões de estrelas, mas o universo de pensamentos, aspirações, ambições e segredos, que carregamos dentro de nós é imensurável.

O problema, diante desta imensidão, é que se por um lado os avanços tecnológicos nos permitem explorações tímidas em um universo desconhecido, por outro lado, nosso senso de auto-justificação nem sempre permite uma leitura correta do que realmente somos. E a questão decorrente disto é que por mais deploráveis que sejam nossos desejos refreados ou nossos pensamentos mais escondidos, sempre encontramos uma boa resposta para tranqüilizar nossa consciência. Afinal de contas, no tribunal do coração, não é raro vivermos o papel do juiz e do réu ao mesmo tempo.

No entanto, devemos pensar: Se usássemos apenas os códigos legais que carregamos dentro de nós encontraríamos a justiça? Ou ainda, seria legítima uma sentença proferida pelo próprio réu?

O tribunal do coração pode produzir uma falsa sensação de segurança, mas devemos lembrar que Deus reclama para si o direito de julgar todas as coisas. No Novo Testamento, na carta aos Hebreus, Deus diz: Hebreus 10:30 “Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.”.

Como criador soberano Deus tem todo o direito de julgar o mundo. E as Escrituras nos ensinam que ele assim o fará. Assim, devemos lembrar que nenhum segredo do nosso coração, por mais escondido que esteja, passará despercebido.

Portanto, crer no exercício do juízo de Deus nos leva a buscar a sua misericórdia e a sua compaixão. Sabemos que nossas atitudes são imperfeitas diante do padrão de perfeição do Senhor, mas, por outro lado, sabemos que nele podemos encontrar segurança.

Lembre-se do que Paulo disse: E, de acordo com o evangelho que eu anuncio, assim será naquele Dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgará os pensamentos secretos de todas as pessoas.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

EU NÃO VOU FUGIR!



Eu não vou fugir!


Esta semana, duas adolescentes de São Paulo se envolveram numa aventura surreal. Ana Lívia Destéfani Luciano, de 16 anos, e Giovanna Maresti Sant' anna Silva, de 15 anos, resolveram sair de casa por que estavam insatisfeitas com a vida. Elas já haviam exposto o problema aos pais, que não se importaram, e, então, elas simplesmente resolveram ir embora para levar uma vida diferente.
Ana e Giovanna não são as únicas pessoas que preferem fugir dos problemas a enfrentá-los. Talvez, você e eu pudéssemos enumerar uma série de situações que preferimos evitar. E tudo isso porque nem sempre é fácil encarar determinadas lutas. Algumas insistem em nos perseguir e, por mais que nos esforcemos, parece que elas estão sempre ali, dizendo que não conseguiremos.
Uma das fugas mais conhecidas na Bíblia é a de Elias. Ele foi profeta de Deus e, várias vezes, teve de enfrentar Acabe e Jezabel, casal que reinou por cerca de 22 anos em Israel. Jezabel era uma mulher terrível e violenta. Por questão de somenos importância ela praticamente decretou a morte de Nabote, apenas para satisfazer um capricho do marido. Diz a história que Elias a enfrentou e derrotou também os 450 profetas de Baal. A atitude do profeta despertou a ira da rainha que o jurou de morte. Elias então fugiu temendo por sua própria vida.
Escondido em uma caverna, aparentemente longe da sua ameaça, Elias se sentiu sozinho (1º Reis 19:10). Parecia que Deus lhe havia abandonado diante de uma grande batalha. Não obstante, Deus mostrou ao profeta que sua presença é real e que ele jamais abandona os seus (1º Reis 19:18). Nesse episódio, enquanto Elias estava escondido na caverna, a pergunta mais impressionante que Deus lhe fez foi: “Que fazes aqui?”. Esta pergunta nos faz entender que alguém que conhece as promessas de Deus não pode viver fugindo. Deus tinha grandes coisas para a vida do seu povo e, Elias deveria descansar nisto. Deus mostrou ao profeta que ele não estava sozinho.
Nossas fugas não são apenas o resultado da nossa insatisfação ou da nossa incapacidade de enfrentar nossos problemas. Nossas fugas revelam também nossa visão míope do cuidado providencial de Deus.
Quando os discípulos de Jesus acreditaram que ficariam sozinhos, o seu coração se encheu de temor, mas Jesus lhes disse: “[…]Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim.”. Já no momento de comissionar os seus discípulos para uma grande obra ele lhes disse: “E lembrem disto: Eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.” Só há razão para fugir se não desenvolvermos um relacionamento íntimo com Deus. Na presença do Senhor temos plena confiança. Na presença do Senhor temos plena segurança. Na presença do Senhor temos a alegria de saber que tudo está nas mãos dele.
Eu não sei pra onde você está pensado ir, mas eu sei que eu não vou fugir!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

PRIORIDADES






Prioridades

Você já parou para pensar em como temos cada vez menos tempo? São tantas as atividades que acabamos abrindo mão de coisas que julgávamos imprescindíveis para nossa vida. Sem contar que, quanto mais velhos nós ficamos, mais rápido o tempo parece passar. E um dos problemas centrais dessa questão está no fato de nos tornarmos escravos de algo que deveríamos dominar.

Devemos notar ainda que no centro de toda essa confusão cronológica está a nossa relação com Deus. Assim, crendo que disponibilizamos o nosso tempo conforme o valor que atribuímos a cada coisa devemos tomar algumas atitudes:

Escolha suas prioridades em oração.

Nem todas as coisas que desejamos são realmente necessárias. Algumas necessidades são estabelecidas em função dos nossos desejos incontidos. A grande questão é que muitos desses desejos são oriundos de uma reflexão puramente egocêntrica, que não visa à glória de Deus. Quando Deus falou com Caim sobre o seu pecado, ele declarou: Gênesis 4:7 “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.”. Antes de tomar qualquer decisão pergunte ao Senhor em oração: É isso que o Senhor quer para a minha vida?

Não permita que a sua vida com Deus se transforme numa rotina.

Boa parte da sensação da passagem do tempo está relacionada às rotinas que criamos. São tantos os comportamentos automatizados que as novas experiências se tornam cada vez mais raras. Quando somos crianças estamos sempre aprendendo algo novo e assim um dia parece bem grande. Quando adultos estamos tão concentrados em fazer o que já aprendemos que o nosso cérebro coloca tudo no “automático”. E, sem novas experiências, o tempo voa. Não há reflexão, não há crescimento e nem tampouco alegria na vida.

Deste modo nos lembramos o que Jesus disse sobre as crianças: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele.”. Acredito que como as crianças devemos nos esforçar para buscar sempre o novo. Novas experiências com Deus, a cada dia, numa vida de devoção sincera, oração intensa e consagração plena.

Tenha coragem para dizer não.

Esse terceiro tópico diz respeito à maneira como lidamos com as nossas próprias justificativas. Alguém disse que quando não queremos fazer algo qualquer desculpa serve. No entanto, quando sabemos que algo não é prioritário, mas inflama o nosso coração, achamos as justificativas mais pueris suficientes para fazer o que não devemos.

Se diante do Senhor algo não for entendido como prioritário, tenha coragem para dizer não!

Seja Determinado no cumprimento do que propor.

Nem sempre as coisas importantes serão buscadas com ardor. Aliás, devemos aprender a amar as coisas que realmente valem a pena. Paulo falava da sua vida de santidade diante de Deus como uma luta disciplinada, ao escrever aos 1 Coríntios 9:27, ele afirma “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.”. Se o tempo com Deus for realmente importante lute para cumprir o que foi estabelecido em oração.

Bênçãos imensuráveis e uma sensação de satisfação ocuparão o coração e alma dos que dedicarem o seu tempo a Deus. No Senhor aprendemos, como disse o sábio, que haverá tempo para todos os propósitos de um coração que ama a Deus.