sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

OLHANDO NA DIREÇÃO CERTA


OLHANDO NA DIREÇÃO CERTA



Na última semana o mundo parou para acompanhar a posse do novo presidente americano Barack Hussein Obama. Nas palavras de um jornalista: “Poucas vezes o mundo todo esperou tanto de um homem só.”. Essa expectativa quase “messiânica” colocada sobre o presidente nos faz pensar na cegueira espiritual do homem, que o impediu de contemplar a verdadeira esperança quando ela se revelou ao mundo.
Nas Escrituras Sagradas algumas vezes somos exortados a olhar para um lugar só e todas as vezes que isso acontece o foco é sempre o mesmo.
Em Isaías o profeta nos diz que devemos olhar só pra Deus: Isaías 45:22 “Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.”. Deus não admite que dividamos nossa esperança com outros “deuses”. Ele sempre se apresentou como o único Deus, aquele que deve ser adorado e buscado com exclusividade. Afinal de contas, todas as coisas pertencem a Ele e existem para Ele.
Já no Novo Testamento, quando o escritor da epístola aos Hebreus exortava a Igreja a permanecer firme, sua palavra era: Hebreus 12:1-2 “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.”. Assim, somos admoestados a viver a nossa vida contemplando apenas o Senhor Jesus, a razão da nossa esperança e a motivação da nossa vida.
Por outro lado, mesmo entendendo que somos ensinados a olhar para Deus, as Escrituras também ensinam que Ele olha para nós. Em Provérbios está escrito: Provérbios 15:3 “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.”, e mais especificamente aprendemos que ele nos olha com compaixão. Certa vez, quando os discípulos ficaram apreensivos diante da mensagem que fala sobre a impossibilidade do homem salvar-se, Jesus, misericordiosamente olhou para eles e disse: Mateus 19:26 “Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível.”.
Assim, enquanto o mundo perdido olha esperançoso para Obama, o verdadeiro crente sabe que deve olhar só para Jesus, que em sua infinita misericórdia contempla os seus filhos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

DEUS NOS FEZ PESSOAS!



Deus nos fez pessoas!


Uma das grandes assertivas da doutrina da criação do homem é que Deus, como resultado de uma determinação especial, nos fez à sua imagem, conforme a sua semelhança (Gn. 1.26). Isso significa que pela Sua sabedoria recebemos a condição de refletir certos atributos da natureza divina, o que vincula necessariamente a nossa vida à do Senhor. Deste modo, podemos dizer que nossa vida tem sua base em Deus. E, como Ele é um ser pessoal, Deus nos deu então a capacidade de nos relacionarmos. Portanto, Deus nos fez pessoas!
A pessoalidade do homem tem implicações muito práticas e interessantes. Conhecer tais implicações e desenvolver suas proposições é uma das grandes responsabilidades do cristão que tem a sua imagem restaurada a partir da redenção do Salvador.
Portanto, devemos lembrar que:
a) Deus nos fez pessoas para um convívio harmônico com toda criação: As Escrituras nos ensinam que, em virtude do pecado original – aquele cometido por Adão, a própria natureza sofreu. Paulo diz que ela vive gemendo e aguarda a sua redenção (Rm. 8.22), como nós aguardamos a adoção de filhos. Isto nos faz lembrar que em tempos de mau uso dos recursos naturais somos chamados por Deus para zelar e conservar a obra das suas mãos;

Ainda, devemos considerar que:
b) Deus nos fez pessoas para um convívio harmônico com o nosso semelhante: O pecado também provocou inúmeros desajustes sociais. Os primeiros relacionamentos depois da queda foram marcados por violência (Caim, Lameque, etc...). Até hoje temos presenciado um número incontável de atentados contra a vida. Contudo, ao restaurar nossa vida em Cristo, Deus nos revelou o seu propósito de que desenvolvamos uma vida solidária e fraterna, amando uns aos outros e nos interessando vividamente pelas expressões do próximo. Foi precisamente isso que Jesus nos mostrou quando se compadeceu dos homens;

E por último, aprendemos que:
c) Deus nos fez pessoas para um convívio harmônico com Ele próprio: No livro do profeta Oséias lemos Oséias 6:3 “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.”. Deus quer que o conheçamos e é sabido que esse relacionamento deve ser nutrido na pessoa de Jesus. Portanto, Deus nos fez pessoas para que desenvolvamos um relacionamento com Ele.

Portanto, envolva-se! Deus espera que em virtude da nossa pessoalidade busquemos uma relação sadia que nos traga crescimento espiritual.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

TESTEMUNHO DO MATEUS

Durante algum tempo pensei sobre qual seria o momento em que uma criança seria capaz de reconhecer o Senhor Jesus como Salvador de sua vida. Certamente, não seria uma tarefa fácil desenvolver um argumento teológico sobre o assunto. Mas, a espontaneidade do Matheus, no testemunho a seguir, mostra que os propósitos de Deus podem alcançar o coração do homem quando Ele bem entender.
Como pai, o que mais me emociona foi o fato de tudo ser espontâneo. Não combinamos nada previamente.
Primeiro ele disse isso enquanto estávamos orando para agradecer pelo almoço. Depois, minha esposa pediu pra que ele repetisse o que havia dito, e ai está o resultado.



Que Deus abençoe a vida dele e das crianças que receberem o Senhor Jesus em seus corações

sábado, 13 de dezembro de 2008

APRESENTAÇÃO DO MATHEUS NA ESCOLINHA

Tudo bem que esse blog é para discussão, mas não tem jeito. Tem horas que a gente se rende aos filhos. Dá uma olhadinha no Matheus na apresentação de final de ano da escolinha arco-íris.

SE ELE NÃO TIVESSE VINDO!

O mês de dezembro é muito significativo para o cristianismo. Nele celebramos o natal. Embora muitos o vejam apenas como uma festa familiar e, às vezes, apenas como uma oportunidade comercial, não podemos deixar de falar das verdadeiras implicações desta data. Neste pequeno artigo, que já está no boletim de nossa igreja, refletimos um pouco sobre o assunto.



Se Ele não tivesse vindo!


Um dos mais belos hinos do nosso Novo Cântico diz que: “A presença de Jesus enche o coração de luz”. Assim, a alegria declarada pelo poeta nos lembra que nada é tão necessário como o Senhor Jesus. Ele veio para que as trevas do pecado fossem dissipadas e a luz da salvação fosse revelada. Mas, e se ele não tivesse vindo?

É difícil imaginar o grau de perdição e tristeza que sobreviriam sobre nós, no entanto, pelas declarações da Escritura, podemos pensar algo sobre o assunto.

Lá, nas palavras da Bíblia Sagrada, aprendemos que em virtude da entrada do pecado no mundo, este se viu completamente destituído da glória de Deus (Rm. 3.23). Pelo princípio da representatividade, estabelecido na aliança de Deus com o Adão, todos os seus descendentes sofreram as corrupções do pecado original. Esta corrupção lançou o homem num estado de plena depravação e total incapacidade espiritual. Não havia um só lugar na vida humana livre dos efeitos do pecado e nem um só lugar capaz de ter aspirações celestiais. As Escrituras chegam a registrar que os desígnios do coração humano eram continuamente maus (Gn. 6.5). Cegueira, insensibilidade, letargia espiritual, e indiferença são apenas alguns dos adjetivos que poderiam descrever o estado do homem no pecado.

Nesse contexto a vinda de Cristo é anunciada como sendo libertadora (Is. 40.3-5; Jo. 8.36). Assim, se ele não tivesse vindo toda a raça e toda a criação estariam irremediavelmente perdidas e condenadas, diante do justo juízo de Deus.

Deste modo, cabe à Igreja redimida proclamar a todos os homens que aprouve ao SENHOR, pela sua vontade soberana, estabelecer um novo representante Mediador e uma nova aliança. Jesus Cristo, constituído por Deus, como Salvador e resgatador das ovelhas perdidas é a única esperança do pecador.

Proclame esta verdade!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A INTERCESSÃO DO ESPÍRITO


A INTERCESSÃO DO ESPÍRITO
Estudo Baseado em Romanos 8:26-27
Cleverson Gilvan de Oliveira Moreira

“26 Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. 27 E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.” Rm. 8.26-27



INTRODUÇÃO

Uma das evidências da providência divina na consecução dos seus propósitos redentivos é a Intercessão do Espírito Santo.
Nela, nos deparamos com a doce presença de Deus em nós, provendo os meios necessários para que vivamos a presente vida encorajados pela esperança do porvir.
O presente estudo tem como propósito discutir os elementos que estão envolvidos na chamada “Intercessão do Espírito”. Nosso labor passará pela definição do agente desta intercessão, seguida de uma análise da sua necessidade, da sua natureza, da sua segurança e por último, da sua relação com outras doutrinas correlatas.
Comecemos, pois, pela consideração do Agente da Intercessão.


1. O AGENTE DA INTERCESSÃO

A sessão que fala sobre a intercessão do Espírito trata de três gemidos: o da criação, o do homem regenerado e o do Espírito Santo (Rm. 8.18-27). Contudo, devemos observar que os dois primeiros se relacionam diretamente com a aflição do “suplicante”. A criação corrompida e os crentes regenerados aspiram pela plenitude da salvação.
Diante disso, alguns estudiosos acreditam que o terceiro gemido não pode ser atribuído ao Espírito, uma vez que ele não está sujeito às mesmas fragilidades anotadas nos gemidos anteriores.
Contudo, Hendriksen observa que devemos considerar a expressão em função do contexto, onde necessidades estão sendo contempladas.
Além disso, o texto indica que o agente da intercessão é o Espírito.
Perceba que a construção da idéia favorece essa interpretação. Ele diz: A criação geme, nós gememos e o mesmo Espírito, semelhantemente, nos assiste intercedendo com gemidos inexprimíveis. É o Espírito que geme. Ademais, quando Deus ouve a súplica, ele considera a “mente” ou a “intenção” do Espírito, e não do homem.
Sendo assim, o agente da intercessão é o próprio Espírito Santo.
Por outro lado devemos considerar a necessidade desta intercessão.


2. A NECESSIDADE DA INTERCESSÃO

O contexto próximo da passagem faz referência ao sofrimento provocado pela corrupção do pecado.
Assim, Paulo, apresentando as expectativas da glória porvir, diz que no presente a criação geme e suporta angústias. Naturalmente, esse estado desordenado da criação se deu em função da sua sujeição à vaidade e a escravidão do pecado. Além disso, o apóstolo observa especialmente a própria aflição do eleito que geme ansiando pela experiência plena da salvação.
Não obstante inicialmente dois gemidos serem contemplados, percebemos pela argumentação contextual que a preocupação do apóstolo é apresentar a provisão divina para aqueles que estão em Cristo Jesus (Rm. 8.22-25). Estes, embora salvos, ainda se vêem afligidos pelo pecado e, portanto, impossibilitados de buscarem, por si mesmos, a satisfação das necessidades essenciais da vida espiritual. Daí a observação do apóstolo: “não sabemos orar como convém”.
Discutindo essa matéria, John Gill afirma não ser possível tecer detalhes sobre a natureza dessa fragilidade, contudo, uma vez que experimentamos a salvação somos envolvidos num processo de santificação. Esse processo, em cada um de nós e em graus diferenciados, nos confronta com determinadas limitações. Gill observa que alguns são mais fracos na fé, outros em experiência, outros em conhecimento. Alguns são mais vulneráveis a determinados tipos de tentação e outras corrupções internas. No entanto, o Espírito Santo acompanha e vitaliza as graças que ele mesmo comunicou.
Segue-se, portanto, que a fragilidade espiritual decorrente do nosso estado de imperfeição, necessita de uma influência do Espírito Santo sustentando e aperfeiçoando o crente na sua nova vida.


3. A NATUREZA DA INTERCESSÃO

Outro aspecto importante da intercessão do Espírito diz respeito à sua natureza. Afinal de contas, o que ela é?
Mattew Henry diz que não somos juízes competentes para avaliar a nossa própria condição. Podemos dizer que a corrupção do pecado, com todos os seus efeitos, desvia o coração humano das suas reais necessidades, o que também é observado por Calvino, quando diz: “Por outro lado, visto que tão grande perfeição se acha muito acima de nossas capacidades, torna-se necessário buscar remédio que socorra a essa deficiência.”(Institutas, V. III) – Veja Tg. 4.3. Ainda na linha de raciocínio do reformador francês esse socorro é a influência diretora do Espírito Santo que “nos dita o que é reto e modera os nossos sentimentos.”.
De certo modo, o raciocínio de Calvino nos leva a entender que o Espírito age no coração do homem fazendo-o anelar pelas mais elevadas bênçãos espirituais.
Contudo, ainda precisamos entender a seguinte questão: Por que essa ação do Espírito no coração do homem é chamada de “gemidos inexprimíveis”?
A palavra grega usada aqui é “alalhtoiv”, ou seja, “inexprimíveis”, que traz a idéia de algo que é profundo demais para palavras.
Charles Erdman, refletindo sobre esse aspecto, ensina que essa ação do Espírito, ou esses “gemidos inexprimíveis” não se processam à parte do nosso entendimento, mas nele e através dele. No entanto, as aspirações e os anseios sentidos no coração do homem regenerado são demasiado profundos para serem articulados.
Nosso coração e nossa alma almejam. Eles sabem o que precisam, mas não conseguem declará-lo. Assim, afirmamos que esta intercessão do Espírito é uma ação divina no coração do homem, fazendo com que as necessidades mais íntimas sejam levadas ao Pai em oração.




4. A SEGURANÇA DA INTERCESSÃO

A partir daí, nasce outra questão: Como podemos saber que esta súplica será atendida?
Certamente podemos entender que o propósito dela é fortalecer o homem regenerado na sua experiência da nova vida. E o plano de Deus para nós é que cresçamos em santidade (Fp. 2.21; 1 Ts. 4.3 e etc.). Ademais, devemos lembrar que o ensino das Escrituras sobre a oração é que nos apliquemos na busca da vontade do Senhor.
Por tudo isso, Paulo sabia que os gemidos do Espírito estavam em perfeita harmonia com os propósitos de Deus para a vida do homem regenerado. Deste modo, ele nos diz que a eficácia desta intercessão repousa sobre duas bases:

a) Deus conhece a mente do Espírito: Essa assertiva nos remete ao conceito de conhecimento necessário de Deus. Há perfeita harmonia no relacionamento inter-trinitário. Se as aspirações não podem ser verbalizadas por nós, elas podem ser entendidas pelo Pai que “sabe qual é a mente do Espírito”.

b) Deus deseja o cumprimento da Sua vontade: O contexto posterior (Rm. 8.28) revela que há um desígnio divino. Ele está dirigindo todas as coisas e, portanto, cumprindo a sua vontade. Seguramente, portanto, podemos descansar na eficácia dessa intercessão do Espírito, porque ela busca exatamente o que Deus nos quer dar.
Portanto, a intercessão do Espírito nos remete a uma esperança certa e segura. Assim, tendo considerado isto, analisemos seu último aspecto.


5. A RELAÇÃO COM OUTRAS DOUTRINAS

A intercessão do Espírito nos conduz a duas outras doutrinas importantes. A primeira é a Obra Intercessória de Cristo e, a segunda, a Perseverança do Santos.

a) Obra Intercessória de Cristo
Quanto à Obra Intercessória de Cristo a relação se faz necessária para o estabelecimento de algumas diferenças básicas.
Estas diferenças notam-se a seguir:
A obra intercessória de Cristo é parte do seu ministério sacerdotal, realizada em função de ser Ele Mediador de superior aliança (Hb. 8.6). Ela acontece no céu e fora de nós. Já o ministério do Espírito, que decorre da obra de Cristo, é realizado na terra e dentro de nós.

b) Perseverança do Santos
Já no aspecto da Perseverança dos Santos, a relação se faz necessária para considerarmos algumas implicações importantes.
Ao despertar anelos e aspirações no coração do homem regenerado, o Espírito Santo assegura que comunicações imprescindíveis da graça de Deus alcancem o crente. Essas graças comunicadas fortalecem e consolidam a experiência da salvação. Por isso essa relação entre a Intercessão do Espírito e a Perseverança dos Santos é destacada pelo apóstolo quando ele diz: Romanos 8:31 “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”.


CONCLUSÃO.

A Intercessão do Espírito é mais um elemento que corrobora com a idéia da soberania de Deus na eleição e na salvação dos seus eleitos. Tudo o que é necessário à expressão e à experiência da nova vida provém do Senhor.
Pela ação do seu Espírito somos contemplados com as mais sublimes provisões celestes. Pois por seu intermédio, Deus aplica em nós os benefícios da obra de Cristo Jesus, ainda que não possamos entendê-los na sua plenitude.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Igreja depois da Ressurreição


No último domingo pudemos estudar sobre a Igreja depois da ressurreição. Nossa proposta era considerar algumas das bases da igreja evangélica. Acreditando ser oportuna a reflexão em torno do assunto, resolvi postar o estudo aqui para aprecação dos meus leitores. Fique a vontade para fazer seus questionamentos.

A Igreja depois da Ressurreição

Texto: Atos 1:6-14

Introdução.

Se coubesse a você a responsabilidade de organizar uma Igreja como ela seria?

Neste estudo veremos como era a Igreja que estava nascendo depois da ressurreição e ascensão de Cristo.

Contexto.

Depois da ressurreição de Jesus a Escritura nos diz que ele ainda permaneceu 40 dias com os discípulos falando-lhes das coisas concernentes ao reino de Deus (At. 1:3). Este tempo que Jesus permaneceu com os discípulos foi extremamente importante como preparação para o início do ministério da Igreja Primitiva e principalmente do avanço missionário sob a coordenação dos apóstolos.

O livro de Atos é o livro que conta a história do crescimento do Evangelho desde Jerusalém até Roma. Nele vemos um destaque especial sobre o ministério de Pedro e , principalmente, sobre o ministério de Paulo. Já pudemos perceber que no livro encontramos um destaque especial ao ministério do Espírito Santo sobre a vida da Igreja. Por isso alguns estudiosos têm chamado este livro de Atos do Espírito Santo.

No começo do livro Jesus diz aos seus discípulos que não se ausentassem de Jerusalém até que a promessa de derramamento do Espírito fosse cumprida sobre suas vidas. Então, na seqüência da narrativa de Lucas podemos perceber uma breve descrição de como seria a Igreja que estava nascendo.

Podemos dizer que neste estudo veremos algumas das bases da Igreja primitiva. Assim sendo, nosso tema é: Bases para uma Igreja Evangélica. Usamos esta terminologia porquê acreditamos que a Igreja primitiva nasce da mensagem do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Desenvolvimento.

I) Uma Igreja com um comissionamento missionário. Vs. 8.

A primeira base de uma Igreja está registrada no verso 8.

Este verso é conhecido pela promessa de derramamento do Espírito Santo.

Os discípulos já haviam questionado ao Senhor sobre a restauração de Israel que ainda vivia sob o domínio do império romano. A isto o Senhor responde com uma referência à questão da segunda vinda, creio eu que com o intuito de preparar os discípulos para o grande trabalho que tinham pela frente, além disso sua preocupação era mostrar-lhes que o reino de Deus se manifestaria de um forma muito mais gloriosa do que a que eles esperavam (sem mencionar o fato de que Cristo reprova qualquer especulação quanto as datas da segunda vinda). Assim, Jesus diz: Ato 1:7 … Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade;”. Depois, no verso 8 ele diz (leia o verso). A expressão “descer sobre vós” poderia ter sido traduzida como “vir sobre vocês”. Ou seja, Jesus estava lhes dizendo que o Espírito Santo seria derramado sobre a Igreja de tal forma que eles seriam capacitados a testemunhar, ou seja, eles receberiam o vigor ou poder do Espírito Santo vindo sobre eles para pregar o Evangelho. Então aprendemos que a primeira base da Igreja primitiva é que ela é uma Igreja com um comissionamento missionário. Naturalmente, todos perceberam que este comissionamento é apresentado junto da idéia de capacitação pelo poder do Espírito Santo.

Creio que podemos entender que não se pode pensar em Igreja sem pensar na sua vocação missionária. No texto, esta vocação também é apresentada em termos de urgência (tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia, Samaria e até os confins da terra).

Este comissionamento missionário ainda permanece sobre nós. E cada um de nós como membros do corpo de Cristo deve buscar o cumprimento desta missão.

Como podemos hoje cumprir esta vocação? Qual o papel do crente dentro deste ministério?

II) Uma Igreja com uma esperança escatológica. Vs. 11.

A segunda base podemos encontrar no momento em que acontece a ascensão de Jesus. O texto diz que depois que Cristo disse estas palavras ele foi elevado às alturas. E, enquanto isto, os discípulos o olhavam fixamente. Deve ter sido um momento muito especial para os discípulos. Naturalmente não entraremos na discussão do significado doutrinário da ascensão de Jesus, pois nosso objetivo é destacar algumas das bases daquela Igreja que nascia. Enquanto olhavam para o Senhor, dois varões vestidos de branco lhes disseram: - vs. 11 “… Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir.”. Uma das primeiras perguntas que eu me fiz foi: Por que será que eles o olhavam tão fixamente? Sabemos que era um olhar atento, mas também podemos dizer que era um olhar de quem estranhava o que estava acontecendo. Mas o nosso ponto está nas palavras dos varões vestidos de branco. Eles disseram que Jesus voltaria. Aqui aprendemos que a Igreja primitiva era uma Igreja com uma esperança escatológica. E esta é a segunda base de uma Igreja.

Em teologia quando se fala em escatologia estamos falando da doutrina das últimas coisas. Sabemos, por exemplo, que o livro de Apocalipse, um dos textos escatológicos das Escrituras, tem um forte teor confortador para a Igreja. E entender isto é importante neste momento. Jesus já havia dito que os seus discípulos seriam perseguidos, alguns seriam presos e até mesmo mortos. Era necessário que a Igreja entrasse naquela missão com uma esperança. E a esperança era: Ele voltará!

Existem outras indicações nas Escrituras de que Jesus iria para junto do Pai e voltaria segunda vez. Veja Jo. 14:1-3 e 18.

Qual a importância desta esperança para nós hoje?

III) Uma Igreja com um espírito de comunhão. Vs. 12-14.

O último aspecto que queremos destacar como uma das bases da Igreja Primitiva, que também serve de base para nossas Igrejas hoje, está nos versos 12-14.

Depois que Jesus subiu eles voltaram para Jerusalém onde aguardariam o derramamento do Espírito Santo. Veja o plural dos verbos a partir do verso 13. Ali entraram, subiram e ali reuniam. Portanto, estavam todos juntos. No verso 14 ainda vemos Atos 1:14 Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.” A palavra “unânimes” significa que eles estavam com uma só mente e com um só propósito. Assim vemos que a Igreja primitiva era uma Igreja com um espírito de comunhão.

Este espírito de comunhão ficou ainda mais evidente na seqüência da narrativa de Atos. Veja At. 2:42-47.

O que podemos entender é que a comunhão sempre foi um preceito de Deus para a vida da sua Igreja. Quando lemos o Sl. 133 isto fica muito claro. Paulo fala muito sobre este tema quando escreve aos Filipenses. Veja Filipenses 1:27 “Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica;”. Isto não significa que não havia problemas na Igreja Primitiva, os apóstolos lutaram muito naquela Igreja para resolver os problemas doutrinários, para disciplinar os que erravam, mas a despeito de todos estes problemas havia comunhão e união.

No entanto, é importante ressaltar que esta comunhão passava pelo reconhecimento do senhorio de Cristo e pelo temor do Senhor. Isto fazia daquela Igreja uma igreja viva.

Podemos dizer que uma Igreja que vive esta unidade é uma Igreja abençoada por Deus.

Conclusão.

Nós também precisamos buscar nas Escrituras bases sólidas como estas que podem ser encontradas na Igreja primitiva e assim prosseguirmos no ministério que o Senhor tem nos dado como sua Igreja.


Quem Sou Eu - Atividade para crianças

 Claro! Aqui estão 5 perguntas do tipo “Quem sou eu?” com personagens bíblicos , formuladas de modo adequado para crianças de 10 a 12 anos ...