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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

QUANDO UM ACIDENTE TÃO TRÁGICO ACONTECE, O QUE DEUS ESTÁ NOS LEMBRANDO?

Uma das coisas mais preciosas para o cristão é poder descansar na providência de um Deus que tem o controle absoluto da história. É por isso que, entusiasticamente, cantamos: As tuas mãos dirigem o meu destino, e ainda, acasos para mim não haverá. Pensei nestas coisas depois de tomar conhecimento do trágico acidente que vitimou 71 pessoas entre jogadores e comissão técnica da Chapecoense, jornalistas e tripulantes do vôo da última segunda-feira que caiu na Colômbia.
Antes, na realidade, eu havia iniciado o dia com minha devocional em Lucas 13, onde providencialmente, o Senhor abria o capítulo falando de um acidente onde 18 galileus morreram na queda de uma torre. Na narrativa, Jesus pergunta se os que morreram eram mais culpados do que os habitantes vivos de Jerusalém, e ele mesmo responde, advertindo-os: Luc 13:5 “Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.”. Imediatamente lembrei-me ainda do texto de Tiago, onde lemos: “Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.”
(Tgo 4:13-15 ARA).
É verdade que Deus tem um propósito na vida de cada um, e isto inclui os que morreram no acidente, os que sobreviveram e todos nós também. Mas a grande mensagem do Senhor esta semana é que devemos considerar a brevidade da vida e a nossa incapacidade de realizarmos nossos sonhos, sem que Ele o sustentador dela, dê o seu aval. Não temos controle nenhum sobre os próximos cinco minutos e precisamos urgentemente permanecer em Deus, mantendo aquela santa vigilância que precede a nossa convocação aos céus.
E isto deve ser assim porque o que é certo é que todos compareceremos perante a face do Senhor ao sermos convocados.
Nos diálogos gravados entre a torre e o avião, ouvi, com um aperto no coração, a última palavra proferida pelo piloto: “Jesus”. O tom não me permite analisar o que aquele nome significava para o piloto, além do mais, todo juízo pertence ao Senhor. Mas é fato que esse será o nome e o homem com quem nos encontraremos após aquela santa convocação. E esse encontro será para a vida eterna ou para a condenação eterna. Esse será o nome que todos os homens ouvirão naquele dia!
Portanto, esse é o tempo, de nos mantermos vigilantes, tendo sido assegurados pelo evangelho, que só em Jesus temos a promessa e a segurança de uma vida eterna.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mensagem no Culto de Abertura do CPO 2012 - IBEL

Fp. 4.2-7 – SUPERANDO BARREIRAS

Introdução.
A vida é cheia de desafios. Desde quando nascemos somos lançados em um tremendo campo de batalhas. Respirar a primeira vez é difícil e quase nunca isso acontece sem lágrimas. Mas quando conhecemos a Jesus aprendemos que existem desafios mais sérios e difíceis nessa vida.
A Bíblia diz que o mundo está perdido e corrompido pelo pecado. Nessa condição ele está em franca rebelião contra Deus. Assim, quando nos entregamos ao Senhor e resolvemos servi-lo também nos colocamos em condição de batalha contra o mundo. Desta situação podem surgir várias barreiras, o que tem levado muitos crentes a desistirem da missão para a qual fomos chamados. Como podemos superar barreiras que tentam nos impedir de cumprir o nosso ministério? Creio que Paulo responde a esta pergunta no texto que estudaremos nessa noite.


Contexto.
Quando Paulo escreveu sua carta aos Filipenses ele vivia um dos momentos mais paradoxais da sua vida. Por um lado, ele experimentava as cadeias, que eram fruto da perseguição do evangelho, por outro, a alegria de poder viver debaixo do cuidado da providência divina, o que o fez declarar com todo entusiasmo do coração – Tudo posso naquele que me fortalece. Essa aparente contradição nos traz uma pergunta: Como alguém pode enfrentar tantas dificuldades com tanto ânimo e alegria? Como ele pode superar barreiras que para muitos de nós seriam intransponíveis?
Na mensagem desta noite quero falar sobre o que precisamos fazer para superar barreiras. Creio ser oportuno meditaremos sobre essa questão. Muitos irmãos aqui sabem das dificuldades que temos de enfrentar quando procuramos viver segundo a vontade de Deus. No ministério cristão somos desafiados diariamente por inúmeras barreiras, mas não podemos parar nem retroceder. Assim, o que devemos fazer para superar as barreiras que tentam impedir nossa jornada? A resposta está no texto que acabamos de ler.


Desenvolvimento.
1) Busque a unidade – vs. 2
A primeira coisa que aprendemos é que para superarmos as barreiras que tentam inviabilizar o nosso ministério, primeiramente precisamos buscar a unidade, desenvolvendo a comunhão do corpo de Cristo.
No texto Paulo se dirige a duas mulheres que devem ter sido membros da igreja de Filipos, exortando-as a pensarem concordemente no Senhor. Não há uma descrição específica do problema que elas viveram. Talvez tenham entrado em algum tipo de disputa judicial ou quem sabe até mesmo algum desentendimento na vida da igreja. O fato é que a exortação de Paulo é para que entre elas houvesse acordo.
Aquele era um tempo de lutas, mas de lutas da igreja contra o mundo. As perseguições estavam cada vez mais intensas e era importante que os irmãos se mantivessem unidos. Paulo disse aos gálatas, por exemplo, que se eles vivessem se mordendo, eles seriam mutuamente destruídos e o Senhor Jesus ensinou que um reino dividido não pode subsistir.
Contudo, vale observar que essa unidade não deve ser buscada sem parâmetros ou referenciais. Ele diz: Pensem, concordemente, no Senhor. Não podemos supor que Deus quer que promovamos a unidade a despeito da fidelidade que devemos a Ele primeiramente. Num tempo em que o cristianismo sofre com tantas divisões, e mais especificamente no nosso meio evangélico vemos o surgimento descontrolado de novas denominações a todo instante, não podemos supor que Deus queira que sejamos um a despeito da fidelidade que devemos a ele e a sua Palavra. No entanto, permanece a exortação para que sejamos agente de promoção da unidade no meio do seu povo. Sendo irmãos e vivendo os laços fraternos que os unem, seguramente estaremos mais fortes e prontos para superar as possíveis barreiras.

2) Se alegre no Senhor. vs. 4
A segunda coisa que devemos fazer está no verso 4. Paulo diz que devemos nos alegrar no Senhor.
É sempre curioso observar que a alegria cristã não é meramente um estado de espírito, mas o resultado de um processo de amadurecimento espiritual, que compreende nossa capacidade de discernir o cuidado providencial de Deus nos eventos particulares da nossa história. Portanto,a alegria é uma ordem porque se considerarmos bem, Deus tem sido suficiente para nós.
Veja, depois que Paulo nos manda ser alegres ele diz, mais adiante, no mesmo capítulo (vs. 11) que ele aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação. Veja, ele aprendeu: E como ele aprendeu? Passando por humilhação, mas também sendo honrado, tendo experiência de fartura, mas também de escassez, sendo livre, mas também encarcerado. Ou seja, amadurecendo na medida em que colhia experiências com o cuidado providencial de Deus. E como Deus é fiel, Paulo podia ordenar: Alegrai-vos. E desta forma ele nos leva a entender que devemos crer e nunca duvidar que todas as nossas necessidades são supridas por Deus.
Quantas promessas Deus tem para nossas vidas? Quantas bênçãos estão declaradas nas Escrituras? Cada uma daquelas palavras são particularmente dirigidas a nós como filhos de Deus, portanto, se cremos no Senhor não há razão para que não nos alegremos nele. Além disso, devemos considerar que a tristeza dos que ignoram as promessas divinas tem levado muitos crentes à frustrações, decepções e até mesmo depressões, por isso é perigosíssimo desconhecer o que Deus tem prometido para nós em sua Palavra.
Agora, quando conhecemos e nos apropriamos destas promessas, podemos receber a ordem de Paulo – alegrai-vos, como um doce incentivo para que superemos as nossas barreiras.

3) Seja moderado – vs. 5
Em terceiro lugar Paulo diz que devemos superar as barreiras sendo moderados. De que modo a moderação pode nos ajudar a superar barreiras?
Creio que para Paulo moderação aqui é a capacidade de nos auto controlarmos e de sermos inclusive pacientes no meio da tribulação. Em tempos de luta é normal que ninguém se sinta satisfeito e que alguns queiram, inclusive, o que não é possível. Então, quando Paulo diz que devemos ser moderados ele diz que devemos aprender a viver pacientemente. No final do verso ele ainda nos estimula a esta paciência dizendo: Perto está o Senhor! Alguns comentaristas dizem que Paulo está dizendo que nenhuma de nossas lutas se passa longe dos olhos do Senhor. Pode ser também uma referência à segunda vinda, mas, de qualquer forma, a verdade da primeira ideia nos estimula bastante – não há nenhuma luta que tenhamos de enfrentar onde Deus não esteja presente – O salmo 121 diz que o guarda de Israel não dormita e nem dorme. Daí a ideia da moderação.... tenham paciência que Deus há de prover tudo o que vocês realmente precisam.

4) Não seja ansioso. Vs. 6-7
Mas em último lugar ele diz que devemos suportar as barreiras não sendo ansiosos.
Esta é uma questão realmente interessante. A ansiedade não é um obstáculo apenas pessoal, mas ela acaba interferindo nas nossas relações interpessoais. Agora o problema mais grave da ansiedade é que ela rouba a nossa paz e não permite que experimentemos em plenitude o descanso que só Deus pode dar.
A ansiedade vem dominando o homem moderno de maneira avassaladora. Quase que eu posso dizer que todos nós já fomos assaltados por crises agudas de ansiedade. E como é que podemos nos ver livres dela? Talvez você esteja se perguntando, como eu posso ser menos ansioso?
Quero estender um pouco o trecho que lemos para a nossa mensagem e chamar a sua atenção para os versos 8 e 9. Há uma íntima relação entre eles e a questão da ansiedade. Quando Paulo diz que devemos pensar em coisas edificantes, ele está nos ajudando a entender que na luta contra a ansiedade, para experimentar a paz de Deus, é preciso reorganizar o que pensamos, ou seja, mudar a nossa mente. Devemos inundar o nosso coração e a nossa mente com a Palavra de Deus, com as suas promessas e isto de tal forma que sejamos completamente tomados por suas promessas. Quando as promessas de Deus estiverem profundamente guardadas em nossa alma, nada então tirará nossa paz e nenhuma barreira será capaz de nos desanimar, porque a paz de Deus guardará o nosso coração e a nossa mente.

Conclusão
Estou certo de que o trabalho do Senhor nos traz muitos desafios e muitas barreiras, mas estou mais certo ainda de que seguindo as promessas de Deus e os seus conselhos poderemos superá-los.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

VIVENDO PELA FÉ


É impressionante como a comunicação é dinâmica e, por isso, as palavras estão sempre mudando de “significado”. Deste modo, a ideia que elas comunicaram originalmente pode ser totalmente diferente e até mesmo conflitante com a que elas apresentam agora. E é exatamente isso o que parece ter acontecido com a expressão “vivendo pela fé”.
Hoje, viver pela fé é mover o sobrenatural e andar por sobre as águas. Aliás, para muitos, viver pela fé é fazer o impossível acontecer e deste modo a expressão tornou-se um espécie de amuleto ou força secreta para aqueles que vivem suas vidas como se fosse uma aventura hollywoodiana do tipo – Missão Impossível!
O problema é que nem tudo acaba como nos filmes!
Na semana passada, por exemplo, um garoto de dez anos, chamado Davi, filhos de pais evangélicos, atirou na professora e em seguida se matou. Passado o susto e a perplexidade que o acontecido trouxe sobre nós, uma pergunta inevitável e inquietante nos assombrou: Como isto foi possível? Ele tinha uma família bem estruturada, com princípios cristãos. Por que Deus “permitiu” isso? Por que Ele não fez nada para impedir o garoto, já que a família era evangélica e temente a Deus? Acredito que esses questionamentos nos dão a oportunidade de repensar o que significa viver pela fé.
Então, ainda que não possamos esgotar o assunto aqui, alguns princípios bíblicos basilares e absolutos devem ser reafirmados:
1. Deus é bom – O Salmo 52.1b diz: “… Pois a bondade de Deus dura para sempre.”. Esta não é uma afirmação que deva ser tomada à luz de nossas circunstâncias. É uma verdade que precisa ser recebida por fé, mesmo porque, como veremos a seguir …
2. Deus tem um plano – Vemos muito pouco do plano maior de Deus, por isso perguntamos: Como pode ser isto? Como Deus é glorificado nestas tragédias? Mas as Escrituras ensinam que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm. 8.28). Nós vemos muito pouco, mas Deus vê tudo e controla tudo, por isso cremos que …
3. Deus é consolador – Ninguém nos visita tanto em nossas lutas quanto ele. Por isso Paulo declara: 2ª Co. 1:3-5 3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! 4 É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. 5 Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo.
Assim, viver pela fé é crer em Deus e não entender Deus. Basta-nos saber que a glória dEle é promovida em tudo, ainda que não entendamos como isto seja possível diante das mais horríveis tragédias. Por isso o viver pela fé traz descanso para a alma não pelo fato de poder responder as indagações ou superar as limitações, mas por saber que aquilo que fugiu do nosso controle e do nosso entendimento continua sendo poderosamente administrado por Deus. E você precisa só crer, mesmo sem entender!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Decadência da Sociedade - Programa Verdade e Vida



Vídeo com pronunciamento do Rev. Roberto Brasileiro - Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil sobre a PL 122 e a questão da chamada "homofobia".

domingo, 15 de maio de 2011

EMPUNHANDO AS ARMAS DA VITÓRIA SOBRE O MAL - Sermão de Domingo 15/05/11


1ª João 2.12-14


Introdução.
Hoje a UMP nacional está comemorando 75 anos e apesar de ser uma “senhora” de respeito ainda demonstra a vivacidade de quem tem o vigor da vida exalando por todo o corpo.
A própria Escritura reconhece a singularidade desta fase da vida e aconselha os jovens a se alegrarem nos dias da sua mocidade, sabendo que haverá um tempo em que prestarão contas a Deus. E aqui, aproveitando o ímpeto e coragem próprias da juventude, o apóstolo João os chama para se posicionarem na batalha, como bons soldados de Cristo Jesus. Os jovens são são chamados a vencer todo o mal. Deste modo queremos meditar sobre a maneira como temos usado as armas que Deus nos dá pra vencermos o mal.

Contexto.
O tema principal da 1ª epístola de João é o amor. Aqui João fala do amor de Deus para conosco, do amor que devemos ter para com ele e do amor que devemos ter com o próximo. Ele usa o amor como uma espécie de teste para verificar a vivacidade do nosso cristianismo. Aliás, aqueles eram tempos onde heresias cristológicas (tentativas de se deturpar o puro ensino sobre a pessoa e a obra de Cristo) estavam adentrando na igreja.
Em tempos de heresias perniciosas a Igreja foi chamada ao combate. E como nosso tempo não é diferente do de João, hoje cada um é convocado a empunhar suas armas e seguir para o fronte da batalha. O mundo quer relativizar a verdade de Deus, adocicar o pecado e acelerar a marcha infernal dos dominadores deste mundo tenebroso (Ef. 6.12) contra os soldados de Cristo.
Assim, nesse dia, em que comemorarmos o Dia do Jovem Presbiteriano, verdadeiro soldado de Cristo, reflitamos sobre as armas da nossa milícia. E que cada um de nós, membros desta igreja militante consideremos como essas armas podem nos ajudar na luta contra o mal.

Desenvolvimento.

I) A certeza do perdão dos pecados. Vs. 12
No verso 12, João diz que escrevia, àqueles a quem ele chamava de filhinhos porque o seus pecados foram perdoados por causa do nome de Jesus. João sabia da importância da comunhão com Deus e da certeza que devemos ter de que em Jesus fomos reconciliados com o Pai.
Ao seu dirigir aos filhinhos João sabia que por conta do pecado original e dos pecados pessoais cometidos por seus filhinhos, muitos poderiam viver atormentados por suas próprias consciências ou pelo ministério acusador de nosso inimigo. Alguns, sinceramente querendo servir a Deus seriam sempre confrontados com os seus próprios pecados insistindo na tese da indignidade, ou seja, quem são vocês para permanecer na presença de Deus? Quem são vocês para buscar o seu favor? Vocês são todos corruptos e, portanto, indignos da presença do Altíssimo.
Contudo, João os lembra que a graça de Deus assiste a todo aquele que confessa os seus pecados e descansa na eficiente obra de Cristo realizada na cruz do calvário. No verso 9 do cap. 1, ele disse que Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça.
Creio que todo soldado de Cristo, para resistir aos dardos inflamados do maligno, precisa estar ciente de que a sua vida foi lavada no sangue do Cordeiro e que verdadeiramente não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus. Se você se sente acusado pelo pecado, se a sua consciência tem lhe criado um empecilho a uma comunhão plena com Deus, confesse seus pecados e entre na posse da alegria destinada aos que foram perdoados. Viver sem o medo da acusação do inimigo é fundamental para alcançarmos vitória nas nossas batalhas.
Assim posso dizer que muitos crentes tem sido derrotados pelo inimigo porque não vivem a vida justificada do redimido, então não tem paz. Se você vive no pecado pode ser a qualquer tempo chantageado pelo inimigo e também disciplinado pela justa mão do Senhor. Mas se os seus pecados tem sido confessados, a certeza do perdão se apossará do seu coração e da sua consciência, fazendo de você um guerreiro valente e um grande soldado de Cristo. Nossa primeira arma é a certeza de quem Cristo nossos pecados são perdoados.

II) O conhecimento da pessoa de Cristo. Vs. 13 – Lembre-se que em Cristo somos mais que vencedores – é por isso que os jovens podem vencer
Mas o texto prossegue, no verso 13 dizendo que os pais conhecem aquele que existe desde o princípio e depois que os jovens então, tem vencido o maligno.
Aqui somos colocados diante de uma questão importantíssima – a do conhecimento de Deus. Conhecer a Deus não somente é uma obrigação espiritual, mas uma condição imprescindível para vencermos o mal. É uma obrigação porque Deus nos ordena - Oséias 6:3 Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” e é imprescindível porque sem o conhecimento de Cristo não podemos ver o Pai.
No verso 12 João diz que os jovens são fortes e vencem o maligno. Posso dizer que a razão dessa vitória é o conhecimento que eles tem da pessoa de Cristo.
Importante observar que desde João e depois nos primeiros séculos da era cristã muitas heresias em torno da pessoa de Cristo surgiram. Basicamente podemos dizer duas questões controvertidas estiveram no centro dos debates. A primeira era o ebionismo, um movimento que negava a plena divindade de Jesus e a segunda era o docetismo que negava a plena humanidade dele. A Igreja, nessas controvérsias se manteve firme ensinando que Jesus era verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Contudo, nesse contexto João falava do surgimento do AntiCristo, alguém que de alguma forma proferia mentiras sobre a pessoa de Cristo. Isso nos leva a entender que a vitória sobre o maligno, na mente de João, tem a ver com o conhecimento verdadeiro da pessoa de Cristo. Nele estão as fontes da nossa vitória sobre o mal.
Irmãos, não podemos conceber crentes fortes e hoje, particularmente, jovens fortes sem que eles conheçam efetivamente quem foi Jesus e o que ele fez por nós – por isso Jesus disse: João 17:3 E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
E mais, se em Cristo é que somos mais que vencedores, você só poderá resistir as investidas do maligno, se realmente a sua vida estiver escondida nele. Veja Cl. 3.1-5 (1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; 3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. 5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;)

III) O poder da Palavra de Deus – A palavra é a espada e a fé o escudo. Veja Ef. 6. Por desconhecer a Palavra muitos jovens tem perdido suas batalhas para o pecado.
Há ainda um último aspecto que precisa ser tratado. João diz que os jovens são fortes pois a Palavra de Deus permanece neles.
É muito possível que a palavra de Deus seja uma referência à Cristo – o Verbo encarnado – como usado por João no cap. 1 do seu evangelho. Contudo, não vejo problemas em estender a aplicação deste verso a todo conteúdo da revelação divina, que em última análise fala, em essência, de Jesus. Então, João estaria nos dizendo: Jovens, a força de vocês provém da Palavra, que é arma de batalha e companheira inseparável da fé.
Quando Paulo fala da armadura de Deus, com a qual devemos nos revestir, ele diz que a Palavra é a espada do Espírito e o nossa fé o nosso escudo. Ele diz que com estas armas podemos apagar os dardos inflamados do maligno.
Na própria escritura aprendemos que a Palavra é o poder de Deus. Ela é o poder da velha criação e da nova criação e na medida em que nos apossamos dela, somos fortalecidos em fé, e cada vez mais convictos da veracidade e do poder de Deus.
Assim, cremos que a Palavra é um arma indispensável para vencermos o mal. A esta altura da nossa mensagem, alguém deve perguntar, mas especificamente que mal é este que devemos enfrentar. Como jovens soldados de Cristo Jesus precisamos saber: Qual a luta que temos para enfrentar?
A Escritura nos diz que a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra os principados e contra os dominadores deste mundo tenebroso. O fato de reconhecermos o domínio soberano de Deus sobre todas as coisas não deve nos levar a negligenciar a realidade desta batalha. Contudo, não devemos também crer que essa batalha se dá apenas fora do nosso ambiente religioso, até porque o maior inimigo, contra o qual muitos jovens tem de lutar, não é a possessão demoníaca que aflige a outros, mas a própria indiferença e frieza espiritual que lhes persegue.
Essa frieza espiritual tem levado jovens ao pecado do sexo antes e fora do casamento e a rebeldia contra Deus. Essa frieza espiritual tem aberto caminho para as drogas e o número de usuários “evangélicos” tem crescido consideravelmente. Essa frieza espiritual tem levados jovens a negligenciar o seu dever diário de vigiar para não cair em tentação e, portanto, o desconhecimento da Palavra, a espada do Espírito, tem deixado jovens vulneráveis aos ataques do maligno. Hoje o nosso coração se entristece quando ouvimos a notícia de alguns que aparentemente corriam bem, mas agora longe do Senhor vivendo estão.
Mas por que essa frieza espiritual?
Por que os jovens fortes não tem canalizado a sua energia para Deus.
Contudo, se há muitos frios, nós cremos que é possível também Deus levantar uma geração de jovens que ame a Palavra e que não a veja como retrógrada e repressora, mas como poderosa e libertadora.
Por isso eu quero desafiar os jovens aqui, nesta noite, a amar o Senhor de todo o seu coração, com toda a sua alma e com todas as suas forças. Se há pecado não confessado, caia hoje de joelhos diante do Senhor, se há falta de sede, ou desejo pela sua Palavra que em oração você suplique a Deus para lhe dar essa vontade. Faça isso hoje, mas não saia daqui derrotado pelo inimigo ou sugestionado por Satanás, pelo contrário, descansando no poder libertador de Deus, saia daqui com uma vida transformada. A Escritura diz: 1 Pedro 5:6 “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte,”

Conclusão.
Que nesse dia, quando comemoramos o aniversário da UMP, Deus nos dê a graça de vermos jovens renovados no poder do seu Espírito, comprometidos com a sua Palavra. Jovens capazes de assumir para si a declaração de João de que são fortes e tem vencido o maligno.

sábado, 30 de abril de 2011

A ORAÇÃO DO SENHOR EM MATEUS 6.9-15


Este texto está especialmente colocado no sermão da montanha, quando o Senhor Jesus diante de uma multidão deu uma verdadeira aula acerca dos princípios religiosos, éticos e sociais do reino de Deus, ou seja, aqui ele sintetiza bem valores que devem estar sempre presentes na vida de qualquer indivíduo que se disponha a viver como um servo fiel de Deus.

O objetivo de se estudar uma oração como esta é o de justamente nos colocar a par de todas as implicações de se aderir aos pensamentos do cristianismo. Jesus mostra que há que se viver dignamente quando decidimos andar ao lado dele.

A ORAÇÃO DO SENHOR

Segundo o nosso catecismo maior, a Oração do Senhor, consiste em três partes: prefácio, petições e conclusões. Gostaríamos de analisá-los cuidadosamente.

Desenvolvimento

O prefácio desta oração "Pai nosso que estás nos céus", nos ensina a nos aproximarmos de Deus com confiança na sua bondade paternal e no nosso interesse nele (Mt. 6:9; Lc. 11:13; Rm. 8:15). Cristo nos ensina reconhecer que temos um Deus altíssimo que se relaciona com aqueles que o buscam. Ou seja, o nosso Deus altíssimo, quando nós o buscamos ele nos atende. Isaías 57:15 Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos.

Jesus nos está ensinando que este Pai, a quem oramos é altíssimo, mas se relaciona com o humilde de espírito, que se coloca diante dele em oração. O Nosso Deus é infinitamente maior do que imaginamos, mas isso não significa que ele é inacessível.

II) O meu relacionamento com Deus (três primeiras petições)

A primeira petição da Oração do Senhor é "Santificado seja o teu nome". Pedimos que seja dado a Deus a honra que lhe é devida, de modo que nunca falem, nem pensem dele os homens, senão com grande reverência. Pedimos que ele, pela sua graça, nos habilite e nos incline, a nós e aos demais, a conhecê-lo, confessá-lo, e altamente estimá-lo. (Ef. 3:20-21; Sl. 72:19). Porém, esta petição relaciona-se extremamente com a maneira prática de querermos a santificação do nome de Deus. Eu preciso santificar o nome de Deus com minhas atitudes. E santidade é coisa seríssima em Deus. E ele quer que o sejamos, afinal foi para isso que ele nos separou. Lv. 20: 26 E sereis para mim santos; porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus.

Nossas atitudes também devem santificar o nome de Deus. O jeito que você trata as pessoas, o jeito como você vive tem que ser um jeito que não faça com que o nome de Deus seja motivo de escárnio.

A segunda petição é "Venha o teu reino". Calvino diz que Deus reina, quando os homens, renunciando a si mesmos, menosprezando o mundo e esta vida terrestre, se submetem a justiça de Deus para aspirar a vida celestial. Para Calvino, este reino tem dois aspectos: Deus, com a virtude e potência do seu Espírito, que corrige e domina todos os apetites da carne, e a outra parte é a que Deus forma todos os nossos sentidos para que obedeçamos seus mandamentos. O reino de Cristo já foi estabelecido, mas a Igreja precisa evidenciar os efeitos da presença deste reino se submetendo a justiça de Deus. Não é para vivermos nossa vida como achamos que temos de vivê-la. Mas, para vivermos nossa vida do jeito que Deus diz que tem de ser. E assim , ficará evidente que anelamos pela plena manifestação do efeitos do reino de Deus. Que cada vez mais eu menospreze as ofertas do mundo, para ser moldado pelo Espírito Santo de Deus que nos santifica pela palavra da verdade.

A terceira petição é "Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus". Neste ponto reconhecemos que somos incapazes de realizar a vontade de Deus por nós mesmos, e que muitas vezes nos rebelamos contra o seu desejo, e portanto, pedimos que Deus tire de nós esta indisposição e nos faça capazes de reconhecê-lo e de nos submeter a sua vontade em tudo. Outro ponto, é que obviamente estamos cientes de que a vontade de Deus é sempre a melhor opção para a nossa vida. O Salmista diz que Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração, Viver dirigido pela vontade de Deus é algo fantástico. Querer experimentar esta vontade na terra e nos céus alegra a nossa alma. Nós não sabemos aquilo que é bom para nós mesmos. Por isso é bem melhor viver pela vontade de Deus. Você tem procurado em toda a sua vida, viver por esta vontade.

Daqui por diante o Senhor Jesus nos ensina a nos relacionar com o próximo e conosco mesmo. Mt. 6.9-15

III) O homem nos seus relacionamentos interpessoais à luz de Deus.

A quarta petição é "O pão nosso de cada dia nos dá hoje”. Pedimos ao Senhor que remedie nossas necessidades, suplicando em geral, tudo aquilo que o nosso corpo requer. Nesta petição, nos pomos nas mãos do Senhor, para sermos dirigidos pela sua providência.

Esta é uma petição que requer confiança em Deus, mas quem nos diz que devemos pedir assim é o Senhor Jesus. Ou seja, se Cristo diz que devemos confiar em Deus, quem somos nós para não confiarmos. Esperarmos dia a dia pela ação do nosso Deus. Que maravilhoso, podermos ter certeza que dia a dia estamos sendo assistido pelo Deus da providência. Eu levanto pela manhã, e seu que Deus está ali, coloco minha cabeça no travesseiro e lá também ele está, diz o salmista. E posso ter a certeza de que enquanto durmo, o Senhor me dá o pão, afinal, aos seus amados ele o dá enquanto dormem.

A quinta petição é "Perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores". Todos somos culpados do pecado original e, também, pelos pecados que certamente cometemos hoje pessoalmente, o que nos torna devedores a justiça de Deus. Que Deus pela obediência e satisfação de Cristo adquiridas e aplicadas pela fé, nos absolva da culpa e da punição do pecado.

Ah! Senhor quantas vezes eu errei, transgredi a tua lei, perdoa-me pai, porque eu também estou disposto a perdoar os que me devem.

A sexta e última petição é "Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal". Calvino diz que não divide esta sexta petição em mais uma, porque entende que a cláusula "...mas livra-nos do mal" é ligada a primeira. Esta petição responde a promessa que Deus nos tem feito de imprimir a sua lei em nossos corações. É fato, que por causa da constante batalha, na qual estamos envolvidos, natureza humana depravada vs. natureza humana regenerada. Por nós mesmos não somos capazes de obedecer a vontade de Deus, o que nos leva a pedir que ele nos dê armas e que nos ampare com sua assistência para que alcancemos vitória. Que Deus nos livre do maligno, e de suas armadilhas.

Quantas vezes somos expostos pelo mundo, que jaz no maligno, a situações que constrangedoras. Situações que querem nos obrigar a sai dos padrões de Deus. Que luta grande essa nossa. Queremos a santidade, mas o mundo quer nossa conivência. Deus nos livre do ímpio, da roda dos escarnecedores.

E o que é agora mais importante, é a certeza que temos de receber resposta desta oração. Talvez alguns perguntassem, mas como nós podemos ter certeza de que tudo isso que nós pedimos poderá ser atendido? e a resposta é: "Porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre".

A conclusão desta oração e, portanto, também do nosso sermão é "Porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre". Segundo o Catecismo maior, esta parte nos ensina a reforçar as nossas petições com argumentos que devem ser derivados, não de qualquer mérito que haja em nós, ou em qualquer outra criatura, mas de Deus.

No profeta Isaías Deus diz “Eu sou Deus; também de hoje em diante, eu o sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” Oremos, portanto, conscientes de como nós devemos nos aproximar de Deus. Deus nos abençoe.

Rev. Cleverson Gilvan

sábado, 26 de março de 2011

A Mulher Invisível

Esse vídeo é interessantíssimo! Acredito que pode abençoar especialmente a vida de mulheres piedosas que tem edificado o seu lar, conforme o mandato do Senhor.
Eu, particularmente, vejo a minha esposa como alguém que tem investido tempo na construção de catedrais.

Pr. Cleverson




domingo, 14 de março de 2010




PRECISAMOS DE DEUS?
Isaías 5:12 Liras e harpas, tamboris e flautas e vinho há nos seus banquetes;
porém não consideram os feitos do SENHOR, nem olham para as obras das suas mãos.

Rev. Cleverson Gilvan

Parece estranho começar um artigo num informativo evangélico com uma pergunta como esta. Contudo, há uma razão muito séria para que esta reflexão se dê neste espaço.
Nos últimos anos temos presenciado um avanço extraordinário do homem em várias frentes. Na área tecnológica todos os dias somos surpreendidos por novidades extraordinárias como a tv digital, a transmissão em 3D e a já anunciada morte do DVD, sendo substituído pelo Blue-ray. Potentes computadores são comercializados a preços módicos e o uso da internet já se tornou um veículo de comunicação muito popular. Em outras áreas da ciência, como a medicina, também vemos importantes avanços que tendem a se aperfeiçoar ainda mais agora que o DNA teve sua sequência decifrada. Muitas cirurgias são feitas sem que nenhum corte seja dado no paciente e há em quem diga que, em muito pouco tempo, seremos capazes de antever doenças com exames rotineiros. Nossos veículos automotores são cada vez mais impressionantes. Muitos vêm equipados com sistema de navegação por satélite (GPS) e já existem modelos sendo comercializados que são capazes de estacionar sozinhos. E não bastasse tudo isso, o futuro é muito promissor. Quanto avanço! Quanta conhecimento! Quantas maravilhas!
Tudo isso tem feito o homem da pós-modernidade perguntar: Será que realmente precisamos de Deus?
Confesso que uma das maiores preocupações que ocupam o meu coração é a maneira como os crentes tem interagido com este tempo. Estamos tão envolvidos nessa onda de avanços que muitas vezes depositamos nestes recursos a confiança que devemos ter só em Deus.
É preocupante perceber a maneira irresponsável com que muitos vem cuidando da sua vida espiritual. Não se pode mais falar em frequência à reunião de oração pois a participação de muitos já se tornou acidental. A busca pelo conhecimento da vontade revelada pelo Senhor, nas Escrituras Sagradas, o que era a tarefa mais excelente da Escola Dominical, está em franco declínio. E estas realidades associadas a uma outra série de desleixos espirituais me fazem entender que muitos “crentes” também, começam a questionar no seu coração, se realmente precisam de Deus. Ainda que não sejam corajosos o bastante para verbalizar esse questionamento, vivem exatamente como o espírito de nossa época.
É hora de resgatarmos o anelo, o desejo profundo, a sede e a dependência absoluta que temos do Senhor. É hora de recuperarmos o tempo de oração, de meditação e de profunda espiritualidade que marcaram a igreja em períodos de trevas como estes em que vivemos.
E devemos faze-lo antes que muitos sejam sufocados e terrivelmente feridos pelo nosso tempo, mas principalmente pela mão de juízo do Senhor que conhece os intentos do coração do homem. Afinal de contas não há algo que precisemos mais do que do Senhor dirigindo nossas vidas.
Pense nisto hoje e busque graça diante do Deus!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

UM SONHO OLÍMPICO




UM SONHO OLÍMPICO
“Todo atleta em tudo se domina;
aqueles, para alcançar uma coroa corruptível;
nós, porém, a incorruptível.”
1 Coríntios 9:25
Pr. Cleverson Gilvan



A emoção tomou conta de milhões de brasileiros. Todas as atenções estavam voltadas para o resultado que viria de Copenhagen. Essa seria a oportunidade da primeira olimpíada realizada na América do Sul. De repente as atenções se voltam para o presidente do Comitê Olímpico, o hino olímpico soa, mas os corações esperam ansiosamente a abertura do envelope que traz o nome da cidade sede das olimpíadas de 2016. O envelope é aberto e.... Rio de Janeiro. Esta será a sede das olimpíadas.
Até chegar nesse momento muitos trabalharam duro e, certamente, até o momento da realização das olimpíadas muito trabalho será realizado. Mas esse sonho será, como já é desde já, a alegria de um momento, apenas de um momento.
O texto bíblico supracitado revela a sublimidade da esperança cristã. Enquanto o esforço do atleta traz um recompensa “corruptível”, nós buscamos uma coroa incorruptível e imarcescível.
Contudo, devemos observar que a analogia proposta pelo apóstolo Paulo nos permite algumas aplicações, limitadas, naturalmente, pelo ensino geral das Escrituras:
I) Como atletas de uma olimpíada celestial devemos nos esforçar para cumprir nossa missão.
É sabido que todo atleta se prepara cuidadosamente para competir. Como cristãos devemos investir tempo em oração, consagração e crescimento espiritual. Cristãos bem preparados podem impactar o mundo.
II) Sob a sugestão do “espírito olímpico” que reúne povos e culturas tão diferentes sob um mesmo lema, devemos desenvolver a comunhão fraterna, a despeito das nossas diferenças.
É inspiradora a comunhão proporcionada pelos jogos, mas é arrebatadora a comunhão produzida pelo Espírito Santo do Senhor na vida da sua igreja. Se com algo passageiro muitos se emocionam, com algo sobrenatural muitos se transformam.
III) Contudo, ao contrário da premiação olímpica, devemos lembrar que os vencedores não são necessariamente os primeiros, mas os que recebem pela graça a coroa e vivem em fidelidade diante do Senhor.
Nos jogos apenas os primeiros recebem o prêmio, mas diante do Senhor todos os que são fiéis e recebem o dom da salvação.
Além disso, não precisamos esperar até 2016 para desfrutar da alegria de participar de uma olimpíada. A partir do momento que vivemos com Cristo já desfrutamos da alegria de sermos mais que vencedores.
Pense nisto!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

TESTEMUNHO DO MATEUS

Durante algum tempo pensei sobre qual seria o momento em que uma criança seria capaz de reconhecer o Senhor Jesus como Salvador de sua vida. Certamente, não seria uma tarefa fácil desenvolver um argumento teológico sobre o assunto. Mas, a espontaneidade do Matheus, no testemunho a seguir, mostra que os propósitos de Deus podem alcançar o coração do homem quando Ele bem entender.
Como pai, o que mais me emociona foi o fato de tudo ser espontâneo. Não combinamos nada previamente.
Primeiro ele disse isso enquanto estávamos orando para agradecer pelo almoço. Depois, minha esposa pediu pra que ele repetisse o que havia dito, e ai está o resultado.



Que Deus abençoe a vida dele e das crianças que receberem o Senhor Jesus em seus corações

sábado, 13 de dezembro de 2008

APRESENTAÇÃO DO MATHEUS NA ESCOLINHA

Tudo bem que esse blog é para discussão, mas não tem jeito. Tem horas que a gente se rende aos filhos. Dá uma olhadinha no Matheus na apresentação de final de ano da escolinha arco-íris.

sábado, 1 de novembro de 2008

Exemplo de Vida



Esse vídeo nos faz pensar na nossa omissão. Quantas vezes acreditamos que nossas justificativas são plausíveis. Acreditamos que os empecilhos são maiores que o poder de Deus nos usando. Veja o vídeo e pense no que Deus pode fazer através da sua vida. Eu tenho pensando no que Ele pode fazer através da minha.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

MEU QUERIDO PAI!




Meu querido pai

O dia dos pais é realmente um momento especial. Quem não se sente tocado com o entusiasmo das crianças e o seu sorriso contagiante que celebra o simples motivo de olhar pra alguém lhe chamando de pai? É maravilhoso! Ah, essa semana ganhei uma gravatinha de papel e um coração “vermelhão” escrito: “ I Love You”. Por alguns instantes pensei nas gravatinhas, nos desenhos e nas poesias que eu mesmo decorei só para dizer para o meu pai como é bom saber que ele está ali.
Depois de pensar sobre isso lembrei-me então do “Pai nosso que está no céu”. Foi bem cedo também que aprendi a chamar por ele, com certa dificuldade, dizendo: “Papai do céu”. E desde que ele me ouviu a primeira vez, respondendo “filho meu”, sempre tenho sentido a sua presença. Não me lembro de ter feito nenhum versinho pra Ele, mas em muitas orações eu pude dizer como Ele é importante pra mim. Hoje, achei que era o dia de escrever algo especial pra Ele:

Pai, quantas vezes eu gritei por ti no silêncio de minh’alma!
Quantas vezes chamei Teu nome apenas com o som das batidas do meu coração,
Quantas vezes!
Hoje eu lembrei que em todas elas o Senhor sempre me percebeu.
Mesmo no silêncio, na insegurança, nos desertos e nas tempestades,
Pai, o Senhor sempre estava lá.
Quando o pecado me arrastava para as profundezas do inferno era a tua graça que me valia,
Quando meus passos se tornavam fracos e o meu caminho incerto era a tua mão que me valia,
Quando o sorriso me faltava e a esperança me escapava era o teu consolo que me valia,
Pai, meu Pai, ajuda-me pois, a jamais esquecer, que Tu és o motivo de toda a minha alegria.
Com carinho,

Seu filho,

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

MEMÓRIAS

Memórias
A propósito dos 60 anos da Igreja Presbiteriana de Patrocínio


Era uma vez...
Você já deve ter se sentido paralisado por histórias de “faz-de-conta”. Viajar pelo universo da imaginação é algo fantástico. Imaginamos mundos, heróis, conquistas e uma série de outras coisas que nos deixam perplexos, principalmente na infância. Quem nunca sonhou em ser um grande super-herói? Talvez você tenha sonhado em ser um “patrulheiro rodoviário” ou, mais recentemente, um herói japonês.
Como as histórias nos prendem!
No entanto, os preparativos de uma grande festa, como a que realizamos hoje, nos fazem sentir que quando a história é verdadeira e que dela nós fazemos parte, a emoção é bem maior.
Ler sobre o esforço dos primeiros missionários que enfrentavam quilômetros no lombo de um cavalo, sobre as doenças que tentavam inutilmente calar sua voz, sobre as perseguições que os encorajavam e sobre os homens que se rendiam aos pés de Cristo é imensuravelmente melhor que qualquer “faz-de-conta”. Além disso, ver nas páginas de nossa história sobrenomes conhecidos, rostos familiares e esperanças parecidas nos inspira tremendamente.
Aqueles homens e mulheres de fala engraçada, tropeçando no português e tentando se parecer com a gente nos ensinaram o que de fato significa amar a Cristo. Seu exemplo fez de nossos avós e depois de nossos pais homens e mulheres de Deus que deixaram marcas indeléveis na nossa alma.
Vimos também o poder de Cristo levantar do nosso meio grandes homens. Homens que marcaram o Brasil e que jamais serão esquecidos em nossas conversas as voltas com o cafezinho e o pão de queijo. Também homens sem muita projeção, mas que com um gesto simples, uma presença constante e uma vontade contagiante continuam nos estimulando à perseverança.
E o melhor de todas estas histórias é que a gente não precisa fazer de conta, por que tudo aconteceu de verdade, aqui, bem pertinho da gente.
Então, que Deus continue trabalhando em nossa história hoje, para que amanhã nossos filhos sejam tão inspirados por nossos exemplos como somos pelo que vimos de nossos antepassados.
Queira o Senhor, preservar até a volta de Cristo, a Igreja Presbiteriana de Patrocínio.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

PAIS E FILHOS


PAIS E FILHOS



Estátuas e cofres E paredes pintadas Ninguém sabe o que aconteceu... Ela se jogou da janela Do quinto andar Nada é fácil de entender...
(…)
É preciso amar as pessoas Como se não houvesse amanhã Por que se você parar Prá pensar Na verdade não há...
(trecho da música do Legião Urbana)

Aprendi desde muito cedo que a família é a célula matter da sociedade. No entanto, os destemperos da sociedade contemporânea parecem sugerir que esta célula entrou em colapso. Agora, mais uma dúvida assalta o coração ferido da família moderna: Como deve ser o relacionamento entre pais e filhos?

Recordando as coisas “lá de casa” lembrei de três palavras importantes: Respeito, amor e disciplina.

Ah, vocês precisavam ouvir o assobio do meu pai. Aquele som era mais imponente que o de um árbitro de futebol. O som forte parava a pelada dos moleques na hora. Sem contar que ele nunca soava mais de uma vez. Ninguém em casa ousava levantar a voz e os olhos pra ele. Ele era (e é) o pai. E como eu costumava cantar quando pequenino, ele era “meu herói, meu bandido”. Esse era o respeito que devíamos ao homem que levantava todos os dias bem cedinho só pra cuidar da gente.

Por outro lado como era doce a voz da mãe (até hoje). No aperto das resposabilidades escolares era ela quem socorria. Na hora dos pedidos mais constrangedores (pedir dinheiro pro pai), era ela quem pedia. E quando o meu ¼ do salário terminava, era ela quem completava. Além disso era o colo dela que a gente procurava quando doía e quando sorria. Isto era amor.

Mas os dois nunca se esqueceram da disciplina. Algumas poucas vezes vimos as “havainas” pelo lado de baixo e outras vezes sentimos o peso do olhar de repreensão (ah, como esse doía). Mas aquelas coisas foram fazendo da gente (meus irmãos e eu) homens honrados, graças a Deus.

As vezes desejo que meu filho sinta as mesmas coisas que senti quando criança. Meus pais, como eles? Pouquíssimos!

Salomão, filho de Davi “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.”

Paulo – “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.”

terça-feira, 22 de abril de 2008

O SEGREDO DA CONFISSÃO



O SEGREDO DA CONFISSÃO


O Brasil parou para acompanhar os depoimentos do pai e da madastra de Isabella Nardoni. A verdade é que desde aquela fatídica noite, quando a morte alcançou a pequena menina, não se pensa em mais nada senão na descoberta do(s) culpado(s) e na sua confissão. Mas, se você tivesse assassinado “acidentalmente” um ente querido seu, você confessaria?


A palavra “confessar” significa declarar o que se fez. Durante muito tempo (e até hoje) a Igreja Católica Romana vem fazendo uso da chamada confissão auricular, aquela feita ao pé do ouvido do padre que está no confessionário. Protegidos pelo anonimato, muitos contam os seus pecados e se sentem aliviados quando são despedidos com a obrigação de cumprirem determinados ritos religiosos sem maiores conseqüências. Todos eles sabem que o “segredo de confissão” é inviolável.


Mas a pergunta que desafia a consciência permanece: E se a minha confissão trouxesse conseqüências desagradáveis, será que eu contaria tudo? Tudo mesmo?


A confissão verdadeira pressupõe um reconhecimento pleno da culpa. Ela é completamente destituída de sentimentos de auto-comiseração. E ainda, leva o culpado a considerar a necessidade da reparação ou da restituição, ainda que nem todas as coisas sejam reparáveis ou restituíveis.
Certamente, essa atitude é resultado de um convencimento interno, que acontece no coração e nos coloca diante da dor que aflige o outro. A ato da confissão é um desafio ao ego. Somos confrontados com o nosso próprio ser e levados a considerar que há coisas importantes também fora de nós.


Naturalmente não se pode entender que o “eu” está totalmente descartado no ato da confissão. Quando aprendemos a olhar o outro percebemos também a nós mesmos.
Mas, e ai? Você confessaria?

Quem Sou Eu - Atividade para crianças

 Claro! Aqui estão 5 perguntas do tipo “Quem sou eu?” com personagens bíblicos , formuladas de modo adequado para crianças de 10 a 12 anos ...