Fp. 4.2-7 – SUPERANDO BARREIRAS
Introdução.
A vida é cheia de desafios. Desde quando nascemos somos lançados em um tremendo campo de batalhas. Respirar a primeira vez é difícil e quase nunca isso acontece sem lágrimas. Mas quando conhecemos a Jesus aprendemos que existem desafios mais sérios e difíceis nessa vida.
A Bíblia diz que o mundo está perdido e corrompido pelo pecado. Nessa condição ele está em franca rebelião contra Deus. Assim, quando nos entregamos ao Senhor e resolvemos servi-lo também nos colocamos em condição de batalha contra o mundo. Desta situação podem surgir várias barreiras, o que tem levado muitos crentes a desistirem da missão para a qual fomos chamados. Como podemos superar barreiras que tentam nos impedir de cumprir o nosso ministério? Creio que Paulo responde a esta pergunta no texto que estudaremos nessa noite.
Contexto.
Quando Paulo escreveu sua carta aos Filipenses ele vivia um dos momentos mais paradoxais da sua vida. Por um lado, ele experimentava as cadeias, que eram fruto da perseguição do evangelho, por outro, a alegria de poder viver debaixo do cuidado da providência divina, o que o fez declarar com todo entusiasmo do coração – Tudo posso naquele que me fortalece. Essa aparente contradição nos traz uma pergunta: Como alguém pode enfrentar tantas dificuldades com tanto ânimo e alegria? Como ele pode superar barreiras que para muitos de nós seriam intransponíveis?
Na mensagem desta noite quero falar sobre o que precisamos fazer para superar barreiras. Creio ser oportuno meditaremos sobre essa questão. Muitos irmãos aqui sabem das dificuldades que temos de enfrentar quando procuramos viver segundo a vontade de Deus. No ministério cristão somos desafiados diariamente por inúmeras barreiras, mas não podemos parar nem retroceder. Assim, o que devemos fazer para superar as barreiras que tentam impedir nossa jornada? A resposta está no texto que acabamos de ler.
Desenvolvimento.
1) Busque a unidade – vs. 2
A primeira coisa que aprendemos é que para superarmos as barreiras que tentam inviabilizar o nosso ministério, primeiramente precisamos buscar a unidade, desenvolvendo a comunhão do corpo de Cristo.
No texto Paulo se dirige a duas mulheres que devem ter sido membros da igreja de Filipos, exortando-as a pensarem concordemente no Senhor. Não há uma descrição específica do problema que elas viveram. Talvez tenham entrado em algum tipo de disputa judicial ou quem sabe até mesmo algum desentendimento na vida da igreja. O fato é que a exortação de Paulo é para que entre elas houvesse acordo.
Aquele era um tempo de lutas, mas de lutas da igreja contra o mundo. As perseguições estavam cada vez mais intensas e era importante que os irmãos se mantivessem unidos. Paulo disse aos gálatas, por exemplo, que se eles vivessem se mordendo, eles seriam mutuamente destruídos e o Senhor Jesus ensinou que um reino dividido não pode subsistir.
Contudo, vale observar que essa unidade não deve ser buscada sem parâmetros ou referenciais. Ele diz: Pensem, concordemente, no Senhor. Não podemos supor que Deus quer que promovamos a unidade a despeito da fidelidade que devemos a Ele primeiramente. Num tempo em que o cristianismo sofre com tantas divisões, e mais especificamente no nosso meio evangélico vemos o surgimento descontrolado de novas denominações a todo instante, não podemos supor que Deus queira que sejamos um a despeito da fidelidade que devemos a ele e a sua Palavra. No entanto, permanece a exortação para que sejamos agente de promoção da unidade no meio do seu povo. Sendo irmãos e vivendo os laços fraternos que os unem, seguramente estaremos mais fortes e prontos para superar as possíveis barreiras.
2) Se alegre no Senhor. vs. 4
A segunda coisa que devemos fazer está no verso 4. Paulo diz que devemos nos alegrar no Senhor.
É sempre curioso observar que a alegria cristã não é meramente um estado de espírito, mas o resultado de um processo de amadurecimento espiritual, que compreende nossa capacidade de discernir o cuidado providencial de Deus nos eventos particulares da nossa história. Portanto,a alegria é uma ordem porque se considerarmos bem, Deus tem sido suficiente para nós.
Veja, depois que Paulo nos manda ser alegres ele diz, mais adiante, no mesmo capítulo (vs. 11) que ele aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação. Veja, ele aprendeu: E como ele aprendeu? Passando por humilhação, mas também sendo honrado, tendo experiência de fartura, mas também de escassez, sendo livre, mas também encarcerado. Ou seja, amadurecendo na medida em que colhia experiências com o cuidado providencial de Deus. E como Deus é fiel, Paulo podia ordenar: Alegrai-vos. E desta forma ele nos leva a entender que devemos crer e nunca duvidar que todas as nossas necessidades são supridas por Deus.
Quantas promessas Deus tem para nossas vidas? Quantas bênçãos estão declaradas nas Escrituras? Cada uma daquelas palavras são particularmente dirigidas a nós como filhos de Deus, portanto, se cremos no Senhor não há razão para que não nos alegremos nele. Além disso, devemos considerar que a tristeza dos que ignoram as promessas divinas tem levado muitos crentes à frustrações, decepções e até mesmo depressões, por isso é perigosíssimo desconhecer o que Deus tem prometido para nós em sua Palavra.
Agora, quando conhecemos e nos apropriamos destas promessas, podemos receber a ordem de Paulo – alegrai-vos, como um doce incentivo para que superemos as nossas barreiras.
3) Seja moderado – vs. 5
Em terceiro lugar Paulo diz que devemos superar as barreiras sendo moderados. De que modo a moderação pode nos ajudar a superar barreiras?
Creio que para Paulo moderação aqui é a capacidade de nos auto controlarmos e de sermos inclusive pacientes no meio da tribulação. Em tempos de luta é normal que ninguém se sinta satisfeito e que alguns queiram, inclusive, o que não é possível. Então, quando Paulo diz que devemos ser moderados ele diz que devemos aprender a viver pacientemente. No final do verso ele ainda nos estimula a esta paciência dizendo: Perto está o Senhor! Alguns comentaristas dizem que Paulo está dizendo que nenhuma de nossas lutas se passa longe dos olhos do Senhor. Pode ser também uma referência à segunda vinda, mas, de qualquer forma, a verdade da primeira ideia nos estimula bastante – não há nenhuma luta que tenhamos de enfrentar onde Deus não esteja presente – O salmo 121 diz que o guarda de Israel não dormita e nem dorme. Daí a ideia da moderação.... tenham paciência que Deus há de prover tudo o que vocês realmente precisam.
4) Não seja ansioso. Vs. 6-7
Mas em último lugar ele diz que devemos suportar as barreiras não sendo ansiosos.
Esta é uma questão realmente interessante. A ansiedade não é um obstáculo apenas pessoal, mas ela acaba interferindo nas nossas relações interpessoais. Agora o problema mais grave da ansiedade é que ela rouba a nossa paz e não permite que experimentemos em plenitude o descanso que só Deus pode dar.
A ansiedade vem dominando o homem moderno de maneira avassaladora. Quase que eu posso dizer que todos nós já fomos assaltados por crises agudas de ansiedade. E como é que podemos nos ver livres dela? Talvez você esteja se perguntando, como eu posso ser menos ansioso?
Quero estender um pouco o trecho que lemos para a nossa mensagem e chamar a sua atenção para os versos 8 e 9. Há uma íntima relação entre eles e a questão da ansiedade. Quando Paulo diz que devemos pensar em coisas edificantes, ele está nos ajudando a entender que na luta contra a ansiedade, para experimentar a paz de Deus, é preciso reorganizar o que pensamos, ou seja, mudar a nossa mente. Devemos inundar o nosso coração e a nossa mente com a Palavra de Deus, com as suas promessas e isto de tal forma que sejamos completamente tomados por suas promessas. Quando as promessas de Deus estiverem profundamente guardadas em nossa alma, nada então tirará nossa paz e nenhuma barreira será capaz de nos desanimar, porque a paz de Deus guardará o nosso coração e a nossa mente.
Conclusão
Estou certo de que o trabalho do Senhor nos traz muitos desafios e muitas barreiras, mas estou mais certo ainda de que seguindo as promessas de Deus e os seus conselhos poderemos superá-los.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Marly - Solo da cantata "Um de nós" - Igreja Presbiteriana de Patrocínio - Natal de 2011
Voz Linda! Não teve quem não gostasse. O melhor de tudo? Quando acabou ela foi comigo pra casa - rsrs
terça-feira, 29 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
VIVENDO PELA FÉ
É impressionante como a comunicação é dinâmica e, por isso, as palavras estão sempre mudando de “significado”. Deste modo, a ideia que elas comunicaram originalmente pode ser totalmente diferente e até mesmo conflitante com a que elas apresentam agora. E é exatamente isso o que parece ter acontecido com a expressão “vivendo pela fé”.
Hoje, viver pela fé é mover o sobrenatural e andar por sobre as águas. Aliás, para muitos, viver pela fé é fazer o impossível acontecer e deste modo a expressão tornou-se um espécie de amuleto ou força secreta para aqueles que vivem suas vidas como se fosse uma aventura hollywoodiana do tipo – Missão Impossível!
O problema é que nem tudo acaba como nos filmes!
Na semana passada, por exemplo, um garoto de dez anos, chamado Davi, filhos de pais evangélicos, atirou na professora e em seguida se matou. Passado o susto e a perplexidade que o acontecido trouxe sobre nós, uma pergunta inevitável e inquietante nos assombrou: Como isto foi possível? Ele tinha uma família bem estruturada, com princípios cristãos. Por que Deus “permitiu” isso? Por que Ele não fez nada para impedir o garoto, já que a família era evangélica e temente a Deus? Acredito que esses questionamentos nos dão a oportunidade de repensar o que significa viver pela fé.
Então, ainda que não possamos esgotar o assunto aqui, alguns princípios bíblicos basilares e absolutos devem ser reafirmados:
1. Deus é bom – O Salmo 52.1b diz: “… Pois a bondade de Deus dura para sempre.”. Esta não é uma afirmação que deva ser tomada à luz de nossas circunstâncias. É uma verdade que precisa ser recebida por fé, mesmo porque, como veremos a seguir …
2. Deus tem um plano – Vemos muito pouco do plano maior de Deus, por isso perguntamos: Como pode ser isto? Como Deus é glorificado nestas tragédias? Mas as Escrituras ensinam que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm. 8.28). Nós vemos muito pouco, mas Deus vê tudo e controla tudo, por isso cremos que …
3. Deus é consolador – Ninguém nos visita tanto em nossas lutas quanto ele. Por isso Paulo declara: 2ª Co. 1:3-5 3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! 4 É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. 5 Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo.
Assim, viver pela fé é crer em Deus e não entender Deus. Basta-nos saber que a glória dEle é promovida em tudo, ainda que não entendamos como isto seja possível diante das mais horríveis tragédias. Por isso o viver pela fé traz descanso para a alma não pelo fato de poder responder as indagações ou superar as limitações, mas por saber que aquilo que fugiu do nosso controle e do nosso entendimento continua sendo poderosamente administrado por Deus. E você precisa só crer, mesmo sem entender!
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
ARREPENDIMENTO
Dwight Lyman Moody
Eu não me dirijo somente ao não convertido, porque sou daqueles que crêem que a igreja precisa se arrepender muito antes que muita coisa de valor possa ser feita no mundo. Acredito firmemente que o baixo padrão de vida cristã está mantendo muita gente no mundo e nos seus pecados. Se o incrédulo vê que o povo cristão não se arrepende, não se pode esperar que ele se arrependa e se converta de seu pecado. Eu tenho me arrependido dez mil vezes mais depois que conheci a Cristo, do que em qualquer época anterior, e penso que a maioria dos cristãos precisa se arrepender de alguma coisa.
Eu não me dirijo somente ao não convertido, porque sou daqueles que crêem que a igreja precisa se arrepender muito antes que muita coisa de valor possa ser feita no mundo. Acredito firmemente que o baixo padrão de vida cristã está mantendo muita gente no mundo e nos seus pecados. Se o incrédulo vê que o povo cristão não se arrepende, não se pode esperar que ele se arrependa e se converta de seu pecado. Eu tenho me arrependido dez mil vezes mais depois que conheci a Cristo, do que em qualquer época anterior, e penso que a maioria dos cristãos precisa se arrepender de alguma coisa.
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